terça-feira, 30 de março de 2010


"O futuro tem muitos nomes. Para os fracos, é o inatingível. Para os temerosos, o desconhecido. Para os valentes, é a oportunidade."

Com crises, PEC ou FMI que não se resignem, pois haverá sempre a oportunidade para proporcionarmos que o sol continue a nascer radioso.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Coincidências




É só coincidências!
O brocardo "onde há fumo há fogo" já foi "chão que deu uvas", já não existe, já não se aplica.

Nos casos imputados aos políticos estes logo dizem que são "mau olhado" e meras coincidências.

Nos casos imputados às gasolineiras estas juram a pés juntos que os preços são fruto do mercado, negando a concertação de preços. A AdC (Autoridade da Concorrência) divulgou parecer onde também afasta a possibilidade de cartelização na formação dos preços dos combustíveis.
Todos terão pois razão, e o plakard fotografado do colocado numa autoestrada, indicando exactamente os mesmos preços para a Galp, BP e Repsol, não passa de mais uma mera coincidência.

Só resta, Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay ...

Fot. retirada daqui

quarta-feira, 24 de março de 2010

Erro grosseiro na justiça desportiva


Como é possível que se passe do 80 ao 8?
Como é possível que a Comissão Disciplinar da LPFP (Liga Portuguesa futebol Profissional) tenha aplicado aos jogadores Hulk e Sapunaru do FCP, respectivamente os castigos de 4 e 6 meses e, agora, o Conselho de Justiça da FPF (Federação Portuguesa Futebol), decidindo de recurso, como última instância, venha reduzir aqueles castigos, para apenas três e quatro jogos de suspensão, respectivamente.

Não há tipo de interpretação jurídica possível que permita a aplicação da lei de forma tão dispare, numa e noutra decisão. Ninguém entenderá como é que se permitiu - o recurso tem efeito meramente devolutivo - que o jogador Hulk tenha já cumprido 25 jogos de castigo, quando afinal só teria de cumprir 3.



Perante as mesmas circunstâncias de facto, tempo e lugar, uma tal amplitude de subsunção à norma e escolha da sanção só pode justificar-se por erro manifesto e grosseiro.

Em declaração de interesses, devo referir que a apreciação supra apenas foi tirada em singela apreciação de justiça pois, quanto ao mais, até sou adepto do SLB (Sport Lisboa e Benfica).

segunda-feira, 22 de março de 2010


"Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.
" Padre António Vieira

“A leitura faz do homem um ser completo; a conversa faz dele um ser preparado, e a escrita o torna preciso.” Francis Bacon

domingo, 21 de março de 2010

Primavera


Para muitos é a estação melhor, nem muito quente, nem frio, com chuva e muitas flores, com tudo a despontar e a despertar para a vida. "A Primavera corresponde à reprodução das espécies, animais e vegetais, no meio marinho e terrestre", diz o biólogo Pedro Ré.

O mesmo acontece com a espécie humana. O sexólogo Júlio Machado Vaz diz que nesta estação "as alterações hormonais aumentam a libido entre os homens e as mulheres".

Eu não sei se também é do aumento ou não da minha libido, ou se é dos cheiros libertados pelas flores, mas também gosto desta época do ano. E gosto, apesar das irritações do meu nariz e garganta que o aumento acentuado dos níveis do polén no ar, libertados com a polinização das plantas provocam na minha alergia a poeiras e similares.


quinta-feira, 18 de março de 2010

Quanto vale um nome (2)...

Tive há pouco um julgamento em que o assistente acusava o arguido de o ter chamado "ladrão" e "mentiroso".

Nas conversas de corredor, que antecederam o início do julgamento, lamentavam alguns o facto de ainda ter de se julgar destes casos, considerando-os como perda de tempo com coisas menores, "de lana caprina", e apenas contribuirem para o atraso na decisão dos assuntos "importantes".

É certo que na sala de audiências, todos esqueceram os "seus estados de alma" e provadas aquelas imputações e o seu carácter injurioso, foi o arguido condenado em multa e numa indemnização.

Mas, quando que me ponho a pensar, no meu recato, sobre este tipo de crime, depressa chego à conclusão que cada vez menos vai à barra do tribunal. Porque será?

São os agentes da justiça que os afastam? Será que diminuiu o insulto? Ou, são as pessoas que não se sentem insultadas?

A questão da honra e da palavra dada, como se dirá de outros valores que antes primavam, têm-se vindo a atenuar, a esvair ou não são valorizados?!

Claro que continuará a ser diferente, de pessoa para pessoa, a forma como se vivem e sentem as questões da honra e da consideração, da reputação, a boa fama, a estima e a dignidade objectiva, considerados no respectivo contexto social.

A propósito, disse Schoppenhauer: "A honra, objectivamente, é a opinião dos outros sobre o nosso mérito; subjectivamente...o nosso receio diante dessa opinião".

Continuam a lançar os dados.....