sábado, 5 de dezembro de 2009

Guerra na OA


Há muito que se desenterraram os machados de guerra na Ordem dos Advogados

Pela 2ª vez o Conselho Geral e o bastonário viram a sua proposta de orçamento rejeitada em assembleia geral.

Marinho Pinto foi o Bastonário que mais votos obteve na história da Ordem, na sua eleição, mas é também o mais contestado de sempre, sobretudo pelos opositores que não desistem de tentar que abandone o lugar.

Ao bastonário, para além da sua personalidade muito incisiva, criticada pelos que o apelidam de truculento e de "comprar guerras" desnecessárias com as magistraturas, acusam-no ainda de procurar protagonismos individuais e de centralismo ao tentar manietar a Ordem esvaziando os Concelhos Distritais.

A tudo, não é estranho que o senhor bastonário da OA se tenha atribuído a verba de 6 mil euros por mês para exercer o cargo, em regime de exclusividade e, quando sair da liderança da OA tenha direito a um subsídio de reintegração de 40 mil euros.

A luta intestina que envergonha a classe e em nada dignifica os protagonistas desta batalha, vai deixando a sensação de colocar em confronto a força dos grandes escritórios de advogados, polida e esperada, à força dos pequenos, da advocacia isolada, que se vão distanciando da forma demasiado acutilante e de improviso utilizada.

2 comentários:

  1. Manel, tenho um sobrinho que é Director de um departamento de informática na Microsoft, tem 40 anos de idade, é licenciado em Agronomia, recebe de vencimento mensal 15 000 euros, com direito a Audi topo de gama e passados 5 anos tem direito a comprá-lo à empresa por uma bacatela, claro que também tem telemoveis para ele e familia de topo de gama.
    Ora, comparando com o Senhor Bastonário a responsabilidade é de longe menor para além se ser efectivo e o não temporário.
    Gosto de Marinho Pinto porque é directo e não tem medos. Por vezes talvez fale demais mas o problema é que os que falam de menos , por serem cínicos ficam melhor vistos. Neste país temos todos medo das verdades, não as enfrentamos.
    Um Bastonário seja ele quem for, deve ter um vencimento digno.
    O que eu gostava mesmo, mesmo, mesmo, era um dia dirigir-me a ti e chamar-te Exmo Senhor Bastonário Manuel Afonso! Será que ainda consigo?
    Beijinhos da Martinha.

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  2. Olá Martinha.
    Que bom para o teu sobrinho que ganha tão bem. Também não me parece que o bastonário ganhe demais. Apenas, nesse aspecto, constatei que é o primeiro bastonário, na história da advocacia portuguesa, a receber um ordenado da Ordem e a ter direito a uma verba de reintegração.
    Quanto às denúncias que faz, também eu as sufrago, na maior parte. Mas tenho pena que não seja consequente, mesmo no seio da Ordem, tenho pena que oriente as denúncias num sentido determinado e, estou em total desacordo que hostilize classes, de forma genérica, quando o que se lhe exige é que compile os casos, os instrua com as provas possíveis e os denuncie, não só na televisão, mas sobretudo ao Ministério Público.
    Quanto ao último desejo, não vejo como isso possa ser possível, mas fico grato pelo reconhecimento e asseguro que a minha amizade continuará mesmo sem o cargo.

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Interessante explicação acerca de moral e ética