sexta-feira, 28 de maio de 2010

Deformação profissional


Há algum tempo pediram-me a opinião para impugnar uma multa de estacionamento. O caso era surreal: A senhora parou o carro, em segunda linha, para correr a prestar auxílio a uma transeunte que acabara de ser atropelada, pelo carro que ía imediatamente à sua frente. O trânsito parou e formou-se rapidamente um aglomerado de gente. Chegou a polícia que começou a identificar o condutor, a fazer medições, a resguardar a sinistrada. A ambulância não demorou mais de 5m. Quando a senhora regressou ao seu carro, reparou que tinha por lá passado um dos polícias mais diligentes(!) que lhe deixara como prenda uma multa no pára-brisas, por estacionamento indevido.

Hoje, o TVi 24 dá-nos conta de outra história semelhante e caricata. " Uma mãe deu à luz no banco de trás do carro e o pai recebeu uma multa de estacionamento. O evento deu-se em Nova Iorque.
De acordo com o Daily News, Johanna Melo entrou em trabalho de parto mas Orlando Caceres, o marido, não conseguiu chegar a tempo ao hospital. O parto foi realizado por paramédicos no banco de trás do carro do casal. De seguida, a família foi levada numa ambulância e a viatura ficou no local. Quando Orlando regressou ao local tinha uma multa de 35 dólares no pára-brisas.
O novo pai vai então reclamar a multa e vai apresentar a filha, Miah, como álibi. "
Aqui

Se neste segundo caso, pode bem ter sucedido que o agente desconhecesse o acontecido, já no primeiro, temos como certo que o polícia deu primazia à multa em prejuízo do apoio total e incondicional que se impunha à vítima e às circunstâncias do acidente.

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Interessante explicação acerca de moral e ética