segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Monarquia/Répública

Sou republicano, acho eu. Pelo menos, isso sei com convicção, não sou monárquico, no sentido hereditário da transmissão do exercício do poder.

Ainda que fora só da coroa!

Vem isto a propósito de sempre me lembrar de ver comemorado o dia 5 de Outubro de 1910, data da implantação da República.

Mas agora, como estamos em 2010, comemora-se o centenário, vai daí, comemorou-se no dia 31 de Janeiro, no Porto, com pompa e circunstância, o levantamento militar que ali teve lugar, em 1891, e que teria na origem as cedências do Governo e da Coroa ao ultimato britânico de 1890 por causa do Mapa Cor-de-Rosa, (ligação entre Moçambique e Angola) e foi o primeiro a proclamar a Implantação da República, no edifício da Câmara Municipal do Porto, antes de serem repelidos pela guarda e regimentos militares da cidade.

Coincidência e curiosidade, é que é a primeira vez que vejo comemorado o dia e, que é a primeira vez que eu deambulava sózinho por Sintra, visitando o palácio da Pena, o palácio da Quinta da Regaleira e o palácio Nacional de Sintra, últimas residências dos nossos últimos reis e símbolo do esplendor da monarquia.

4 comentários:

  1. Peço licença para adentrar o seu espaço e aprender um pouco mais sobre a sua cultura. Gostei muito daqui.
    FOI VDESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER...está contando um pouco da literatura africana, uma de minhas tantas paixões.
    Tenha uma boa semana.
    Beijo grande.

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  2. Seria realmente esplendor? Um país sem estradas decentes, sem hospitais, com poucas escolas, sem indústria, sem grandes museus, e os Reis gastavam o dinheiro em mais um palácio...
    Houve alturas (quando havia as especiarias, o ouro, os diamantes e outras riquezas vindas das colónias) em que tivemos o pássaro na mão e o deixámos voar. Agora...

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  3. Carlos Pires,
    Nós construímos Casas da Música, de que os portuenses muito se orgulham. Construímos o Centro Cultural de Belém de que se orgulham os lisboetas...
    Não sou monárquico, deixei claro.
    Mas também sei que em política as verdades absolutas são meio caminho andado para absolutismos (e absolutismos houve em monarquia, mas também sob a forma de ditaduras cruéis e sanguinários republicanas (bastas lembrar o nosso Salazar e mais ao lado Hitler).
    Agora, os contextos históricos e as respectivas épocas ditaram desenvolvimento e, hoje há monarquias muito mais desenvolvidas que muitas repúblicas (veja-se a Inglaterra, a Suécia, Noruega, Nova Zelândia, Canadá, Austrália, Dinamarca, etc.
    Em Portugal, Hoje temos alguns presidentes da república a usufruir de benesses do Estado (reformas, despesas de representação, carro, condutor, secretária, cedência de espaços públicos, etc.), são a nossa família real e que temos de sustentar.
    Não podemos cristalizar opiniões nos contextos medievais ou de quinhentos, onde havia santa inquisição e muitos medos.

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  4. Boa tarde.
    Dando uma passadinha para apreciar as últimas novidades. Vivo numa cidade que insiste ser monarquia, um horror.
    Para quem cultua, hoje é dia de fazer pedido, é dia de Iemanjá.
    Aproveito a minha estada aqui no seu cantinho para comunicar que, devido a diversos pedidos com algumas explicações, farei uma série com os orixás importados da cultura africana e cultuados no Brasil
    Comecei como Iemanjá, pois hoje é o dia dela.Espero que aprecie um pouco dessa literatura africana que muito nós outros por suas histórias e mitos.
    Um grande abraço.
    Silvana Nunes

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Interessante explicação acerca de moral e ética