quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vozes desafinadas

Mário Crespo e Medina Carreira suspensos!

A SIC Notícias decidiu suspender o programa Plano Inclinado.

Apetece-me dizer: No me creo en brujas, pero que las hay, las hay.

* Quando, em nome da crise, os dois maiores partidos se aproximam para concertarem medidas, aprovarem PEC(s) e votarem orçamentos, uns e outros constrangedores para os rendimentos do trabalho, dos direitos das populações mais fracas e dos serviços e prestações sociais;

* Quando a corrida ao endividamento continua, inexoravelmente, dia após dia e cada vez mais gravosa, sem que se pressintam medidas que permitam impedir o seu crescimento e viabilizar a sua amortização.

.* Quando, como disse no post anterior, a coberto de desculpas ínvias, se mantêm os salários exorbitantes e demais mordomias de gestores de empresas públicas, cujos conhecimentos e competências não teriam evitado a falência da maior parte delas, caso não tivessem essa qualidade de públicas.

* Quando ... é a própria sobrevivência do regime democrático que está em causa e, o próprio problema já extravasa a política e se transforma em aritmética.

Sao cada vez mais necessárias oposições fortes ao poder estabelecido, seja ele qual for, e sobretudo é imprescindível continuar a ouvirem-se as vozes avisadas que ousam dizer abertamente o que pensam e apontam caminhos.

Confesso que não sou, pessoalmente, um adepto da forma como o prof. Henrique Medina Carreira, extravasa a sua opinião. Mas, mesmo que com ela não concordasse de todo, ainda assim continuaria a considerá-la essencial à saúde da nossa democracia, que só deve sobreviver com a coexistência de vozes incómodas.
Notícia aqui

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dupond e Dupont

 Mais um artigo cheio de humor e sentido crítico de Mannuel António Pina:

«PS e PSD juntaram-se de novo no Parlamento, desta vez para impedir limites aos vencimentos dos gestores públicos.
Gestores públicos é um eufemismo usado para designar "boys" e "girls", em geral sem mais qualificações para gerirem o que quer que seja do que a sua disponibilidade para serem geridos. E se há assunto em que PS e PSD estão de acordo, além de que os pobres é que devem pagar as crises provocadas pelos ricos, é o da protecção dos "seus".

Embora não pareça, há no entanto diferenças entre PS e PSD. Por exemplo, o PS quer despedimentos fáceis & baratos para estimular "o emprego" enquanto o PSD também quer despedimentos fáceis & baratos mas para estimular "a economia". Para quem for despedido é igual, mas visto do lado do PS e PSD é muito diferente.
(...) um o do Sr. Mata outro o do Sr. Esfola.

É assim que PS e PSD conseguem o milagre de estar em desacordo fazendo exactamente o mesmo.»
Aqui

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

cidadão da acrópole!

.
Diz Freitas do Amaral:
"O destino dos governos minoritários é, normalmente, acabarem por ser derrubados por uma moção de censura, votada por sectores diversos da oposição".

Esta frase, - que é uma evidência de La Palisse, até porque sabemos que se o governo é maioritário não há moção de censura que vingue e, sendo minoritário, não serão os sectores que o apoiam que a irão votar, -teve grande repercursão nos media.

Sabemos ainda que, ultimamente em Portugal, os governos minoritários (com excepção do chefiado por Santana Lopes) apenas têm caído de podres, por sucederem a governos de maioria com o mesmo chefe de governo e sustentados pelo(s) mesmo(s) partido(s),

Então, se assim é, por que razão esta evidência teve tanto eco nos mass media?
Será que já nem interessa o que se diz, mas sim quem o diz?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

utopias

Diz o cronista, Pedro Santos Guerreiro - negociosonline, sobre o sucedido no Egipto:

"Reconstruir

Uma revolta cumpriu-se em 17 dias. A fúria arrebatadora dizimou um edifício que, pelo hábito de o vermos, nos parecia cristalizado para sempre. Mas uma revolta cumpriu-se em 17 dias. A liberdade ainda não venceu, vai demorar e vai doer, mas a clausura já perdeu.(...)"

Também desejava que viesse aí a liberdade compensar o arrebatador sonho dos egípcios, mas no fundo, temo que venha algo pior. Receio profundamente que de uma ditadura política, se passe para outra, mas acrescida de clautrofobia social, ditadura de costumes, de usos, de crença e religião, de regulamentação de sentimentos e vida privada.

Temo que tudo se faça em nome da fé e da sua propagação. Enfim, Alá é grande

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Crise para alguns!

Assim vai a redistribuição da riqueza, da contribuição e do esforço para combater a crise!

"Sucedem-se as notícias sobre os efeitos da crise em 2010. Uma delas diz que os quatro maiores bancos conseguiram manter o patamar de lucros: os mesmo 1400 milhões de euros que já tinham somado em 2009. Mas os nossos banqueiros conseguiram também pagar menos impostos: uma poupança de 168 milhões. Rima na perfeição com a austeridade que o regime impôs a quase todos os outros, cidadãos ou empresas: mais impostos e menos dinheiro no bolso ou em caixa."

Rafael Barbosa, in JN

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Greve de sexo para impasse político belga

Nalguns lados, são piores que lapas agarradas ao poder (Basta ver o que se passa na Tunísia, no Egipto, em...).
Noutros, nem por isso:

No Reino dos belgas, há mais de 242 dias que não há governo. Flamengos e Valões não chegam a acordo depois dos cidadãos terem exercido o dever cívico nas eleições de junho do ano passado.

Para resolver o impasse a senadora socialista e ginecologista Marleen Temmerman, sugere: - “A ideia é avançarmos para uma greve de sexo até termos um governo... "».
(E não é que enquanto publicava este texto,  Hosni Mubarak sempre se decidiu ir passear para outro lado)

Continuam a lançar os dados.....