quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ASAE

Esta anedota é uma boa caricatura dos pequenos poderes de alguns agentes da autoridade, que vão muito para além do excesso de zelo, a coberto de uma farda.
 
Um agente da ASAE vai a uma propriedade e diz ao dono, um velho agricultor:
- "Preciso inspeccionar a sua propriedade. Há uma denúncia de plantação ilegal."

O agricultor responde:
-"Ok, inspeccione o que quiser, mas não vá àquele campo ali."
E aponta para uma determinada área.
...
O agente da ASAE diz indignado:
- "O senhor sabe que tenho o poder da autoridade comigo?" E tira do bolso um crachá mostrando ao agricultor:
- "Este crachá dá-me a autoridade de ir onde quero .... e entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta. Está claro? Fiz-me entender?"

O agricultor, muito educado, pede desculpa e volta para o que estava a fazer.

Poucos minutos depois, ouve uma gritaria e vê o agente de autoridade a correr para salvar e sua própria vida perseguido pelo Asdrúbal, o maior touro da quinta.
A cada passo o touro vai chegando mais perto do agente, que parece que será apanhado antes de conseguir alcançar um lugar seguro.
O agente está apavorado.

O agricultor larga as ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças de seus pulmões:
- "O Crachá, mostre-lhe o CRACHÁ!"

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

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Chamem-me o que quiserem, por Henrique Monteiro
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Este texto é um exercício de lógica sobre a moral na política
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Todo o esforço - tem-se afirmado - é feito em nome da diminuição da dívida e do salutar e moral desejo de pagar a quem o Estado deve dinheiro. Mas, vejamos se é assim.
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Os reformados e pensionistas (que descontaram efetivamente) são, também eles, credores do país. Na verdade, fizeram um contrato segundo o qual, a um desconto por mês ao longo da vida de trabalho, corresponderia uma determinada reforma. Essa reforma foi sendo degradada ao ano após ano, e por fim diminuída, em nome da necessidade de... se pagar as dívidas.
 
Mas qual é a diferença moral entre a dívida aos mercados e a dívida aos reformados? Nenhuma (e a haver seria a favor dos mais desprotegidos)! A única diferença está no poder de quem as cobra. O Estado já recebeu o dinheiro dos atuais reformados e sabe que deles não receberá mais, salvo o que recupera por via dos impostos. Mas ainda conta com o dinheiro dos mercados para poder voltar a financiar-se.
 
E por aqui se vê que a moral, na política, é coisa que dificilmente existe. Em boa verdade, nunca existiu e é por isso que discursos excessivamente moralistas, ou acabam em ditaduras ou autênticas em palhaçadas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A INSUSTENTABILIDADE
                           SEGURANÇA SOCIAL /CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES

A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, imediatamente ao 25 de Abril de 1974, através de nacionalização.

As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas/patrões (23,75%) e dos seus Empregados (11%).

O Estado nunca lá pôs 1 centavo.


 
De seguida, o Estado passou a gerir, como sabe, todo aquele dinheiro, começando a distribui-lo conforme os interesses eleitorais.

- Pelas Associações dos amigos;

- Por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos, quase sempre antes de atingirem os 50 anos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores).
 
- Criando e distribuindo Subsídios para tudo e para todos, de que ressalta, no 1º Governo de Guterres (1995/99) o conhecido Rendimento Mínimo Garantido, hoje  RSI.

Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades.
 
1. Em 1998, uma Comissão da qual faziam parte, entre outros, os Profs. Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, publicaram o "Livro Branco da Segurança Social". Uma das suas conclusões, é a de que o Estado já devia à Segurança Social, 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões!!

2. Foi (e ainda será) intenção do governo baixar a TSU dos patrões, retirando desse modo proventos à S.S.
 
3. A partir de 2005, o Estado passou a admitir Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE.

Porém, o Estado, enquanto Entidade Patronal não contribui como qualquer Empresa Privada/patrão com o desconto 23,75% para a SS,

Em conclusão, se quanto à S.S. as contribuições são cada menores e o Estado parece pretender isso mesmo - como vimos com a recente tentativa de mexer na TSU - isso só poderá levá-la à impossibilidade de continuar a pagar as pensões. O mesmo sucederá rapidamente com a CGA, pois se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite descontam para a Segurança Social, de onde virá o dinheiro para pagar as aposentações futuras, se só sai e nada entra?
Anónimo (adaptado)
Haverá algum exagero, talvez, mas se não se arrepiar caminho...


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Descoberta nova obra de Picasso oculta sob outra tela


"Um minucioso restauro realizado pelo Museu Guggenheim de Nova Iorque permitiu localizar uma nova obra do pintor espanhol Pablo Picasso, descoberta por debaixo de outro dos seus quadros, intitulado "Mulher a passar a ferro".
Na obra original, correspondente à etapa azul do pintor, aparece uma mulher a passar a ferro, mas o restauro do quadro permitiu descobrir por debaixo uma figura masculina, de cabeça para baixo.
Os resultados obtidos graças a este restauro, que foi liderada pela principal curadora do museu nova-iorquino, Julie Barten, permitirão "melhorar" a bibliografia e saber mais sobre os métodos de trabalho de Picasso."

"Sermão do Bom Ladrão"

"Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas. Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.
Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo.
Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam."

Padre António Vieira,

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sociedades B - pessoas B

Suecos criam horários especiais para notívagos

 
 
A Suécia começa neste mês uma nova revolução social, com a introdução da chamada "Sociedade B" uma sociedade que leva em conta os diferentes ritmos biológicos dos indivíduos para introduzir horários alternativos de funcionamento para escolas, locais de trabalho, universidades e organizações.
 
A primeira instituição sueca a implementar o esquema é uma escola secundária de Gotemburgo, que a partir de setembro vai oferecer turnos opcionais entre 20h e 8h.
 
"Por que precisamos trabalhar todos no mesmo horário e enfrentar os mesmos engarrafamentos?", pergunta o manifesto do movimento B-Samfundet ("Sociedade B"). "Por que temos de correr ao mesmo tempo para pegar as crianças na escola antes que elas fechem? Por que tudo tem de funcionar nos mesmos ritmos e horários se isso causa problemas gigantescos na infra-estrutura da sociedade?"
 
O B-Samfundet tem origem na Dinamarca, onde foi criado no ano passado. Ainda neste outono europeu, a Sociedade B será introduzida na Noruega e na Finlândia, e para outubro está previsto o lançamento no Reino Unido.
 
A Sociedade B se baseia em pesquisas científicas que indicam que cada indivíduo tem seu próprio ritmo biológico, uma espécie de "relógio interno" que é geneticamente determinado.
Segundo essas pesquisas, uma "pessoa B" possui um ritmo interno de 25 a 27 horas, enquanto o de uma "pessoa A" tem um ciclo de 23 horas. As "pessoas B" são mais produtivas no final do dia e têm dificuldades de despertar de manhã cedo, que é quando as "pessoas A" são mais ativas.
 
"Nosso objetivo é acabar com as rígidas disciplinas de horário da sociedade industrial, em que todos chegam ao mesmo tempo e saem na mesma hora", disse em entrevista à BBC Brasil Erika Augustinsson, vice-presidente do B-Samfundet. "Vivemos em uma nova sociedade e queremos criar um novo jeito de viver, que respeite também os diferentes ritmos internos das pessoas".
 
Escolas
Erika destaca que esses diferentes ritmos biológicos também são uma realidade nas escolas, onde um grande número de crianças e adolescentes tem dificuldades de concentração pela manhã.
Ou seja, esses alunos não têm exatamente preguiça de levantar para ir à escola --eles são apenas "pessoas B".
 
 
A introdução do cronograma alternativo possibilita também o melhor aproveitamento das instalações da escola, que poderá absorver mais alunos.
 
 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

linguagem vernácula e metafórica

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Os termos jurídicos, como a demais linguagem técnica ou comum mudaram muito com os tempos.
 
No direito, a descrição dos factos acontecidos ou a narração das expressões exactamente proferidas manteve sempre a mesma essencialidade.
 
Este excerto de uma sentença, parecendo conter uma linguagem simultaneamente vernácula e metafórica, demonstra a intencionalidade da descrição tão real quanto possível dos factos, à época.
 
Gosto, especialmente desta parte:
 
... E levantando-lhe o faldistério, lhe encaixou o pífaro leiteiro no vaso natural e, esgaravatando, ficou consumada a desfloração...
 
 
 

Continuam a lançar os dados.....