terça-feira, 11 de setembro de 2012
Sátira
Poema aos homens constipados e engripados
"Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer."
António Lobo Antunes
domingo, 9 de setembro de 2012
As más novas
A TSU e a salvação dos empresários
Não vou falar da conformidade constitucional, pois disso, já outros mais capacitados, botaram faladura. A minha principal dúvida assenta na prenda, bónus, recompensa, juro, lucro, vantagem, bonificação, prémio, dote, dádiva, recompensa, favor, presente, donativo, oferta, distinção .... que foi dada aos senhores empresários, às entidades patronais.
É verdade que não ouvi as recentes más notícias da boca do sr. primeiro ministro (as recentes, pois já antes houve más medidas e notícias desagradaveis), e as que hoje fui ouvindo, por interpostas pessoas, deixam-me muitas perplexidades e muitas dúvidas.
Não vou falar da conformidade constitucional, pois disso, já outros mais capacitados, botaram faladura. A minha principal dúvida assenta na prenda, bónus, recompensa, juro, lucro, vantagem, bonificação, prémio, dote, dádiva, recompensa, favor, presente, donativo, oferta, distinção .... que foi dada aos senhores empresários, às entidades patronais.
Não entendo, faço um esforço e continuo sem perceber. Claro que o problema pode ser meu, pois concedo que o sr. chefe do governo, até possa ter explicado tudo e muito bem, só que não o ouvi, como disse.
Entendam, Lamego estava em festa e só muito masoquismo me faria preterir as cantigas ao desafio, os bombos e os gigantões a prostar-me no sofá e a flagelar-me com as más novas.
Por isso, peço aos meus amigos, que o ouviram, que me ajudem a perceber a razão da redução da contribuição das Entidades patronais para a Segurança Social (a chamada TSU).
É que, depois de vários "livros brancos" o governo já disse (tal com os anteriores) que a Segurança Social está descapitalizada e, a breve prazo, não terá fundos suficientes para manter os pagamentos das futuras pensões que terão (ainda mais) cortes substantivos.
E, que a sua principal fonte de receita são as contribuições dos trabalhadores e das suas entidades patronais.
Ora, as EP vão passar a contribuir menos (7%, parece), sem qualquer discriminação positiva. Isto é, todos os "patrões" (todos os que empregam), os só importem, só exportem ou nem uma coisa nem outra. A mim, por exemplo, o governo resolveu dar-me uns tostões na TSU da funcionária de casa e na do escritório (são tostões pois só são duas trabalhadoras). Agora, para os grandes empregadores vão ser milhões que íam para a S.S. e com essa medida ficam parte na sua continha no Banco e outra para distribuir entre os seus admnistradores e engrossar as suas participações e contas nos off shores.
Bom, valha-nos outros mais pródigos, que têm por hábito, fazer movimentar a economia logo que têm uns lucros fáceis, comprando uns ferraris para a filha ir para a faculdade (foi o primeior acto de comércio que um amigo me deu a conhecer).
Estou a ver, e os meus amigos também verão se fecharem bem os olhos, o sr. Belmiro de Azevedo e o Jerónimo Martins a decidirem criar mais uns quantos empregos - com todo o dinheiro que o governo lhes vai por nas mãos - nos seus hipermercados de hiperlucros, pensando no aumento de consumo que se vai verificar devido à diminuição dos salários e aumentos dos impostos (descontos para a S.S. que passaram para os trabalhadoes).
Vai ser um criar de empregos que só visto. Esperem para ver.
Vai ser um aumento das exportações (de capitais, só pode). Esperem para ver.
Todos clamam por justiça.
O membro do Banco Central da Islândia Gylfi Zoega diz que Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e dos bancos.
"Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu País eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro", diz o responsável.
Penso que o FMI é útil neste sentido, porque é uma instituição que pode ajudar a coordenar as acções. Existem coisas impopulares que têm de ser feitas, e pode ser utilizada como um bode expiatório para essas medidas impopulares, que teriam de ser aplicadas de qualquer forma. Ajuda os políticos locais a justificar aquilo que podiam não conseguir fazer por eles próprios", diz.
http://economico.sapo.pt/noticias/islandia-defende-investigacao-ao-governo-portugues_117513.html
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Fazer uma rubrica e a ligação ao vermelho |
Fazer uma rubrica é firmar, fazer uma assinatura reduzida, abreviada ou ainda cifrada num documento. Usa-se também o verbo rubricar. Mas quer rubrica quer rubricar que hoje usamos na linguagem comum escondem uma interessante origem.
Fazer uma rubrica é firmar, fazer uma assinatura reduzida, abreviada ou ainda cifrada num documento. Usa-se também o verbo rubricar. Mas quer rubrica quer rubricar que hoje usamos na linguagem comum escondem uma interessante origem.
Rubrica vem do latim e era o termo que os romanos usavam para designar a cor vermelha. E daí rubro ou ainda ruborizar, ou seja, corar, ficar vermelho.
Mas, por que razão se chama "rubrica" a uma assinatura abreviada e qual é a ligação ao encarnado?
A explicação encontra-se no Direito. Antigamente era obrigatório que os títulos dos capítulos de Direito Civil e Direito Canónico fossem impressos a vermelho, ou seja, a rubrica e daí passaram a designar-se por rubricas os títulos de éditos e capítulos.
Mais tarde este imprimir a vermelho passou também para os livros religiosos e rubrica passou a sinónimo de capítulo.
Ora, segundo Orlando Neves, à semelhança da marcação de capítulo, a cor vermelha passou também a ser usada para assinalar as observações e notas, destacando-se assim das letras impressas a preto. Devido ao carácter abreviado dessas notas, rubrica passou a ter o significado que tem hoje de uma assinatura reduzida, abreviada.
[Do programa da Antena 1, Lugares Comuns, de Mafalda Lopes da Costa]
NOTA: Costuma ouvir-se dizer erradamente (até por responsáveis ministeriais) a palavra "Rubrica" como se tivesse um acento no "u", como se se escrevesse "Rúbrica". A sílaba tónica é "bri" e, por isso, deve pronunciar-se como se escreve, sem acento.
retirado daqui: http://doc.jurispro.net/news.php?lng=pt&pg=31199
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Recordando L'aventure c'est l'aventure
Como se fazia um engate ... selecto... hoje só as meninas e os biquinis parecem iguais.
Como se fazia um engate ... selecto... hoje só as meninas e os biquinis parecem iguais.
L'aventure c'est l'aventure, é um filme de culto. Alguns bons malandros acabam por encontrar-se mercê de circunstâncias da vida. O objectivo é obter dinheiro com o menor esforço possível. Começam por descobrir que o rapto compensa quando obtêm um resgate pelo rapto de Johny Hallyday (com a sua conivência). Daí em diante as incursões pela política rendem milhões e os raptos sucedem-se. Nem o Papa se livra de ser raptado.
A cena é de treino e preparação para um engate selecto na praia com Lino Ventura, Lino Massaro, Jacques Brel, Charles Denner, Johnny Hallyday.
A cena é de treino e preparação para um engate selecto na praia com Lino Ventura, Lino Massaro, Jacques Brel, Charles Denner, Johnny Hallyday.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Portugal, visto por Lobo Antunes
Cáustico, como sempre, mas com humor. Ora leiam, que não se arrependem.
" Nação valente e imortal
Agora, (...) passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento.
Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos.
Quem nos dá este solzinho, quem é?
E de graça.
Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos,
protestamos.
Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio.
Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho,
coitados.
Não há um único que não esteja na franja da miséria..
Um único.
Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.
O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles.
Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem.
Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão.
O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres.
O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros.
E nós, por pura maldade, teimamos em não entender.
Claro que há povos ainda piores do que o nosso:
os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal.
Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito. Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio.
Já o estou a ver
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. Obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de
bem-aventuranças da Eternidade.
As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas.
Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá?
Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz.
A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
Loureiro para o Panteão já!
Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha.
Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara.
Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito.
Estátuas equestres para todos, veneração nacional.
Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no.
Voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair.
Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta.
Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano.
Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.
Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais
Paraíso.
Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca.
Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.
Abaixo o Bem-Estar.
Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito:
onde é que está a crise, então?
Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadoresde sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso?
Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.
Para isso já há dinheiro, não é?
E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos.
Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa.
Que queremos?
Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar?
O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que
pagar ao médico e à farmácia, ninharias.
Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem?
Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever.
E,magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação,
felizes.."
(crónica satírica de António Lobo Antunes, in visão 2012)
domingo, 24 de junho de 2012
José Moreno: Reeleito grão-mestre
José Moreno foi reeleito grão-mestre da maçonaria da Grande Loja Legal de Portugal numa sessão que reuniu cerca de 400 participantes.
Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano
José Moreno foi reeleito grão-mestre da maçonaria da Grande Loja Legal de Portugal numa sessão que reuniu cerca de 400 participantes.
Confesso que nunca percebi bem o facto de haver estes círculos fechados, todos eles confessados democratas e humanistas.
Mas, igualmente, até por contradição com os valores apregoados, faz-me confusão o aparato, os títulos, os hábitos e as vestimentas. Têm como princípio primeiro:
"A Maçonaria é uma Ordem iniciática e ritualistica, universal e fraterna, filosófica e progressista, baseada no livre-pensamento e na tolerância, que tem por objectivo o desenvolvimento espiritual do homem com vista á edificação de uma sociedade mais livre, justa e igualitária."
Como diz sempre um meu colega e amigo: LINDO! LINDO! Quem é contra?
Esta loja é relativamente recente, e resultou, ao que consta, de divergências entre os membro da outra loja, o Grande Oriente Lusitano.
É que eles também se zangam!
Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano
sábado, 23 de junho de 2012
Exéquias fúnebres
Caros colegas e amigos:
Que nunca descanse em paz.
Cumpro o doloroso dever de comunicar o falecimento do meu (nosso) subsídio de férias. O mesmo encontra-se em câmara ardente nos cofres do F.M.I., da União Europeia e do Banco Central Europeu. As cerimónias fúnebres decorrerão durante estes dias, um pouco por todo o País, nos mais diversos serviços públicos.
Embora não sujeito a autópsia, não subsistem dúvidas de que se tratou de crime e de quem foram os seus autores e cúmplices.
Infelizmente, não foram ainda presos nem serão submetidos a julgamento, a ladroagem política que nos últimos 30 anos contribuiu para este desfecho.
Que nunca descanse em paz.
terça-feira, 12 de junho de 2012
O latim continua uma fonte de conhecimento

Do Latim
O vocábulo "maestro" vem do latim "magister" e este, por sua vez, do adjectivo "magis" que significa "mais" ou "mais que".
Na antiga Roma o "magister" era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações!
Já o vocábulo "ministro" vem do latim "minister" e este, por sua vez, do adjectivo "minus" que significa "menos" ou "menos que".
Na antiga Roma o "minister" era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.
Como se vê, o latim explica a razão porque qualquer um pode ser ministro... Mas não maestro!!!
Data venia Coutinho de Almeida
segunda-feira, 21 de maio de 2012
(Tal como recebi)
Sentença de 1587 - Trancoso, Portugal
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
[INDULTO]
Sentença de 1587 - Trancoso, Portugal
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas. Total:duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.
[INDULTO]
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
quarta-feira, 16 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
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PEDIDO DE EMPRÉSTIMO
Um advogado de Nova Orleães pediu um empréstimo em nome de um
cliente que perdera sua casa aquando do furacão Katrina e queria reconstruí-la.
Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido
logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da
propriedade que estava a ser oferecida como garantia.
O advogado levou três meses para seguir a pista do
título de propriedade datado de 1803.
Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta.
"Após a análise do seu pedido de empréstimo, notámos que foi apresentada uma certidão do registo predial. Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803. Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registo anterior a essa data. "
Irritado, o advogado respondeu da seguinte forma:
Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta.
"Após a análise do seu pedido de empréstimo, notámos que foi apresentada uma certidão do registo predial. Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803. Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registo anterior a essa data. "
Irritado, o advogado respondeu da seguinte forma:
“Recebemos a vossa carta respeitante ao processo
nº.189156. Verificámos que os senhores desejam que seja apresentado o
título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente
registo. De facto, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade
neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não
soubesse que a Luisiana foi comprada, pelos E.U à França, em 1803.
Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco, informamos que o título da terra da Luisiana antes dos E.U. terem a sua propriedade foi obtida a partir da França, que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha.
A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um capitão da marinha chamado Cristóvão Colombo, a quem havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.
A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo em que vendia as suas jóias para financiar a expedição de Colombo.
Presentemente, o Papa - isso temos a certeza de que os senhores sabem - é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus - é comummente aceite - criou este mundo. Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor da região chamada Luisiana. Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o Banco também.
Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os
senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus.
Agora, que está tudo
esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo? Que diabo!!!"
O empréstimo foi concedido.
O empréstimo foi concedido.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Presidente uma vez, presidente toda a vida
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Presidente uma vez, presidente toda a vida. Há uns tantos que viveram sempre à custa do erário público, que nem sabem como é fazê-lo de outro modo. São os donos e pais da democracia. (e pelo andar da carruagem, os seus coveiros).
Presidente uma vez, presidente toda a vida. Há uns tantos que viveram sempre à custa do erário público, que nem sabem como é fazê-lo de outro modo. São os donos e pais da democracia. (e pelo andar da carruagem, os seus coveiros).
O pobre do condutor que só fez o que o senhor ex presidente mandava ( .!.) mas,... mas, é ele que vai ficar com a carta cassada.

A GNR apanhou a viatura onde seguia Mário Soares a circular a 199 km/hora. A detecção foi feita na A8, que liga Lisboa a Leiria, e tem um limite máximo de velocidade estabelecido em 120 km/hora. Mário Soares, conduzido pelo motorista, terá dito aos agentes da GNR que "o Estado é que vai pagar a multa."
terça-feira, 3 de abril de 2012
A justiça cada vez mais longe.
"Marcelo Rebelo de Sousa afirmou na segunda-feira à noite em Espinho que a ministra Paula Teixeira da Cruz tem «um berbicacho grande» para resolver no que se refere a facilitar o acesso de «pobres e remediados-menos» à Justiça."
Claro que professor Marcelo equivocou-se ou quis ser simpático com a ministra. Pois, na verdade, desde que ela tomou posse, as custas judiciais não têm parado de aumentar. Aumentou o preparo inicial, aumentaram os custos de certidões e actos avulsos, passou a ser sujeito a custas actos que antes o não eram, como é exemplo a reclamação contra o não recebimento de recurso, etc, etc....
A isto, acrescem os impedimentos e dificuldades que criou ao acesso à justiça, designadamente, a restrição na obtenção do apoio judiciário ou a desjusticialização de actos embrionáriamente litigiosos, como os divórcios e inventários, ou o "lavar as mãos que nem Pilatos" ao desastre em que se tornaram as execuções.... tudo vale para baixar as pendências para estrangeiro ver.
Foi o mesmo que sucedeu na educação, lembram-se, simplificar programas, aquisições de competências, ou objectivos mínimos e, no final, a guerra à retenção, pois era o sucesso das estatísticas que importava exibir lá fora.
quarta-feira, 21 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Democracia
quinta-feira, 8 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
A democracia também endeusa!
E isso, a mim, perturba-me muito. Perturba-me que o poder representativo do povo seja tão facilmente manipulado
Dois simples exemplos:
1. Em Timor Lorosae, enquanto Xanana Gusmão era eleito presidente da República, Ramos Horta era eleito primeiro-ministro. No mandato seguinte trocam de lugar, Xanana foi eleito primeiro-ministro e o Horta presidente. (Aliás, com uma ínvia interpretação da Constituição local, pois não foi o seu o partido mais votado).
2. Na Federação Russa, Vladimir Putin, foi eleito para 2 mandatos de presidente (de 4 anos cada) 2000/2004 e 2004/2008. No mandato seguinte vai para primeiro-ministro e Dmitri Medvedev é eleito presidente (2008/2012). Agora, de novo, voltam a trocar, Putin acabou de ser eleito presidente e já declarou que Medvedev será primeiro-minstro. Falta acrescentar que antes, conseguiram mudar a lei fazendo aumentar o mandato para 6 anos.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
O artista versus Hugo
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros
Na Suíça, ao contrário de Portugal, não há reformas de luxo. Para evitar a ruína da Segurança Social, o governo helvético fixou que o máximo que um suíço pode receber de reforma são 1700 euros. E assim, sobra dinheiro para distribuir pelas pensões mais baixas.
Aqui
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Quando a dívida não paga era crime
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1. Nas dívidas (de dinheiro), confessadas em juízo, e julgadas judicialmente, conceda-se ao devedor 30 dias para pagar.
2. Decorrido esse prazo, tenha lugar a manus injectio e seja o devedor conduzido a juízo.
3. Se o réu não cumprir a sentença, nem apresenta um fiador, leve-o o credor consigo, amarrado com uma corda, ou com uma corrente nos pés não inferior a 15 libras, ou mais, se o credor assim o entender.
LEI DAS XII TÁBUAS (Tábua III) - A mais antiga lei escrita no mundo (Sec. V a.C.)
1. Nas dívidas (de dinheiro), confessadas em juízo, e julgadas judicialmente, conceda-se ao devedor 30 dias para pagar.
2. Decorrido esse prazo, tenha lugar a manus injectio e seja o devedor conduzido a juízo.
3. Se o réu não cumprir a sentença, nem apresenta um fiador, leve-o o credor consigo, amarrado com uma corda, ou com uma corrente nos pés não inferior a 15 libras, ou mais, se o credor assim o entender.
LEI DAS XII TÁBUAS (Tábua III) - A mais antiga lei escrita no mundo (Sec. V a.C.)
verdade e mentira, tão perto que se confundem.
Freguesia(s): Sé, PORTO
Lugar, bairro: Centro Histórico do Porto
Escadas das Verdades com a Ponte Luís I, ao fundo.
Lugar, bairro: Centro Histórico do Porto
Escadas das Verdades com a Ponte Luís I, ao fundo.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Ser juíz... visto por um juíz
Numa sociedade democrática julgar implica estrita obediência à Lei e à Constituição; implica não escutar à margem da lei, ainda que os escutados ou os seus mandantes possam ser pessoas desagradáveis ou até repugnantes; implica não avançar com processos por crimes prescritos e/ou amnistiados, por muito hediondos que fossem, como efectivamente foram. Implica ser juiz e não historiador
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