sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Recordando   L'aventure c'est l'aventure

 Como se fazia um engate ... selecto...  hoje só as meninas e os biquinis parecem iguais.      


L'aventure c'est l'aventure, é um filme de culto. Alguns bons malandros acabam por encontrar-se mercê de circunstâncias da vida. O objectivo é obter dinheiro com o menor esforço possível. Começam por descobrir que o rapto compensa quando obtêm um resgate pelo rapto de Johny Hallyday (com a sua conivência). Daí em diante as incursões pela política rendem milhões e os raptos sucedem-se. Nem o Papa se livra de ser raptado.

A cena é de treino e preparação para um engate selecto na praia com Lino Ventura, Lino Massaro, Jacques Brel, Charles Denner, Johnny Hallyday.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Vontade sem limites de aprender.

E quando se conhecem outras com quadros interactivos e aquecimento central...



Portugal, visto por Lobo Antunes  

Cáustico, como sempre, mas com humor. Ora leiam, que não se arrependem.
           

          
           " Nação valente e imortal

Agora, (...) passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento.
Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos.
Quem nos dá este solzinho, quem é?
E de graça.
Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos,
protestamos.
Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio.
Veja-se, por exemplo, o  senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho,
 coitados.
 Não há um único que não esteja na franja da miséria..
 Um único.
Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.
O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles.
Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem.
Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão.
O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres.
O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros.
E nós, por pura maldade, teimamos em não entender.
Claro que há povos ainda piores do que o nosso:
os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal.
Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito. Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio.
Já o estou a ver
            - Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
            - Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
            - Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. Obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de
bem-aventuranças da Eternidade.
            As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas.
Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá?
Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz.
A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
            Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
            Loureiro para o Panteão já!
           Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça,  já!
            Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha.
            Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
            Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara.
            Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito.
            Estátuas equestres para todos, veneração nacional.
Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no.

Voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair.
Quero  o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta.
Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano.
Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.
Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais
Paraíso.
Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca.
Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.
Abaixo o Bem-Estar.
Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito:
 onde  é que está a crise, então?
 Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadoresde sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso?
Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.

Para isso já há dinheiro, não é?
E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos.
            Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa.
Que queremos?
Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.

            Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar?

           O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que
            pagar ao médico e à farmácia, ninharias.
           Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem?
Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever.
E,magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação,
            felizes.."
           
            (crónica satírica de António Lobo Antunes, in visão 2012)

domingo, 24 de junho de 2012

José Moreno: Reeleito grão-mestre

José Moreno foi reeleito grão-mestre da maçonaria da Grande Loja Legal  de Portugal numa sessão que reuniu cerca de 400 participantes.



Confesso que nunca percebi bem o facto de haver estes círculos fechados, todos eles confessados democratas e humanistas.
 
Mas, igualmente, até por contradição com os valores apregoados, faz-me confusão o aparato, os títulos, os hábitos e  as vestimentas. Têm como princípio primeiro:
 
 "A Maçonaria é uma Ordem iniciática e ritualistica, universal e fraterna, filosófica e progressista, baseada no livre-pensamento e na tolerância, que tem por objectivo o desenvolvimento espiritual do homem com vista á edificação de uma sociedade mais livre, justa e igualitária."



Como diz sempre um meu colega e amigo: LINDO! LINDO! Quem é contra?

Esta loja é relativamente recente, e resultou, ao que consta, de divergências entre os membro da outra loja, o Grande Oriente Lusitano.
 
É que eles também se zangam!
 
 


 
Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano

sábado, 23 de junho de 2012

Exéquias fúnebres


Caros colegas e amigos:
Cumpro o doloroso dever de comunicar o falecimento do meu (nosso) subsídio de férias. O mesmo encontra-se em câmara ardente nos cofres do F.M.I., da União Europeia e do Banco Central Europeu. As cerimónias fúnebres decorrerão durante estes dias, um pouco por todo o País, nos mais diversos serviços públicos.

Embora não sujeito a autópsia, não subsistem dúvidas de que se tratou de crime e de quem foram os seus autores e cúmplices.

Infelizmente, não foram ainda presos nem serão submetidos a julgamento, a ladroagem política que nos últimos 30 anos contribuiu para este desfecho.

Que nunca descanse em paz.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O latim continua uma fonte de conhecimento



Do Latim

O vocábulo "maestro" vem do latim "magister" e este, por sua vez, do adjectivo "magis" que significa "mais" ou "mais que".

Na antiga Roma o "magister" era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações!

Já o vocábulo "ministro" vem do latim "minister" e este, por sua vez, do adjectivo "minus" que significa "menos" ou "menos que".

Na antiga Roma o "minister" era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.

Como se vê, o latim explica a razão porque qualquer um pode ser ministro... Mas não maestro!!!

Data venia Coutinho de Almeida

Continuam a lançar os dados.....