Que eles não gozem férias, nada de espantar, afinal só trabalham há dois dias! Agora, que não estraguem as nossas.
sábado, 25 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Columbo
Peter Falk, o detective Columbo, de gabardina e camisa descompostas, desprendido e distraído, preencheu muitos dos meus serões.
terça-feira, 21 de junho de 2011
A senhora Presidente da Assembleia da República
Mota Amaral, parecia ser o esperado e preferido de muitos, seria até porventura o nome mais adequado às funções, pela idoneidade do carácter, a segurança da sua idade e experiência acumulada como deputado e até presidente da Assembleia, que já foi.
Mas a escolha de Assunção Esteves é, manifestamente, um sinal de amadurecimento da nossa democracia. Vamos ter, pela primeira vez, uma mulher Presidente da Assembleia da República, cargo que é recorde-se, simultaneamente, a segunda figura do Estado.
Assunção Esteves, foi deputada ao parlamento nacional, juíza do Tribunal Constitucional, deputada europeia, sempre com enorme competência e vai fazer, estou certo, um enorme bem ao ego e imagem de Portugal.
domingo, 5 de junho de 2011
Requiem in memoriam
Os militantes socialistas não mereciam que Sócrates eliminasse as vozes dissonantes internas e secasse a possibilidade de se afirmarem outros candidatos.
Não mereciam que os envergonhasse ao entronizar-se líder com percentagens próprias de um qualquer ditador do Burkina Faso, nem fugisse constantemente à verdade como o diabo, dizem, foge da cruz.
Não mereciam que Sócrates se quisesse perpetuar no poder.
Não mereciam ver o primeiro-ministro, candidatar-se a um terceiro mandato e, pela primeira vez em Portugal, um primeiro-ministro em exercício, perder umas eleições legislativas.
Não mereciam ver cumprir-se o desejo de Manuel Ferreira Leite, de só ficar descansada, depois de ver o Sócrates perder as eleições, mas também afastado da liderança da oposição.
Os militantes socialistas não ficarão com saudade e o resto do País muito menos.
Requiem in memoriam
sábado, 4 de junho de 2011
outro dia D
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Espero e acredito que a partir de amanhã termine a política das ilusões e das facilidades.
Sabemos que as medidas que vão ter de ser tomadas - o Estado Português comprometeu-se com os credores do FMI a tomá-las - vão ser exigentes e difíceis, mas se nos forem explicadas, se nos derem conta do seu destino e do rigor da sua aplicação, poderemos até perceber, vamos poder aceitar.
Que não se esqueçam mais os políticos: O povo eleitor tem direito à verdade e à transparência por parte daqueles que escolheu para os representar..
domingo, 29 de maio de 2011
quadras a despropósito
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Sem que discurso eu pedisse,
ele falou, e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
do que disse não gostei.
António Aleixo
Sem que discurso eu pedisse,
ele falou, e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
do que disse não gostei.
António Aleixo
domingo, 8 de maio de 2011
culpa 2
O povo da Islândia tomou nas suas mãos a resolução da crise, que a levou à "falência". As manifestações não sairam de frente do parlamento enquanto o governo não se demitiu e elegeram novo governo, com outros partidos. Levaram à prisão políticos e banqueiros. Referendaram a forma de pagar a dívida aos credores.
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Ontem, em Lisboa, durante as Conferências de Economia do Estoril, Gylfi Zoega, economista, membro do banco central da Islândia, e que também participou no documentário premiado com um Óscar "Inside Job - A verdade sobre a crise", disse textualmente:
“Portugal deve investigar quem do Governo e da banca está na origem do endividamento” .
"Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu País eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro", diz o responsável."
Económico com Lusa, 08/05/11 12:02
culpa
(Circula na Net, sem autor determinado)
Dos juízes, padres e mineiros.
(...)
A culpa é das "P. u. t. a. s" que não pagam impostos
Que deviam ser pagos também pelos mortos.
(...)
A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados.
(...)
A culpa é dos putos da casa Pia
violados de noite e de dia.
(...)
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
(...)
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
(...)
A culpa é do BE, do CDS e do PCP
E dos que não querem o TGV.
(...)
A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas nunca será de quem governa.
domingo, 1 de maio de 2011
Ode à MenteDesperta
Há um senhor que mente.
Mente de corpo e alma, completamente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele mente sinceramente.
Mas que mente, sobretudo, impunemente...
Indecentemente... mente.
E mente tão racionalmente,
Que acha que mentindo vida fora,
Nos vai enganar eternamente.
Há um senhor que mente.
Mente de corpo e alma, completamente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele mente sinceramente.
Mas que mente, sobretudo, impunemente...
Indecentemente... mente.
E mente tão racionalmente,
Que acha que mentindo vida fora,
Nos vai enganar eternamente.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Greve à democracia
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O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, defendeu "uma greve à democracia". Considerou que "o nosso povo não é exigente com os políticos" e que na altura de votar "lá vão legitimá-los outra vez". No entender do bastonário dos Advogados, isso confere aos políticos "uma sensação de impunidade", que se estende do Governo à oposição.
Seguindo Manuela Ferreira Leite, que defendeu uma suspensão da democracia por seis meses, Marinho Pinto foi mais longe e sugeriu: "Não sei se o povo português não faria melhor em fazer greve à democracia por um dia, precisamente no dia das eleições, para dizer claramente à classe política aquilo que dizem nos cafés". Para Marinho Pinto, essa seria "a grande punição democrática". [...] Correio da ManhãA ideia, em si, parece simpática, tanto mais agora que abominamos os políticos que nos meteram nesta profunda e irritante crise.
Mais, a ideia nem sequer é nova. Em tempos foi o MFA a defendê-lo em guerra aberta contra a Assembleia Constituinte. Também José Saramago, no seu Ensaio sobre a Lucidez, descreve um movimento espontâneo de cidadãos que conseguia provocar 70% de votos em branco numa eleição.
Mas, reconhecendo-se que os “inimigos de estimação” do senhor Marinho Pinto, durante todo o seu bastonato, foram as autoridades policiais (desde a GNR, PSP, Judiciária e Guardas Prisionais), Ministério Público e Tribunais (em especial os juízes) e nunca os políticos e, pelo contrário, que sempre veio a terreiro defender o primeiro-ministro, José Sócrates, e outros socialistas quando acossados pela justiça (estou a lembrar-me da Casa Pia, Freeport, Escutas, EuroJust, Face Oculta, etc.) só podemos concluir que aquela sua ideia não é nada peregrina nem ingénua.
Apetecia-me, para terminar, lembrar-lhe que a essência da Democracia reside precisamente no intrínseco poder/dever do povo de participar e contribuir para a tomada de decisão. Votar no partido X, Y ou Z, em branco, ou anulando o seu boletim, mas sempre descarregando o nome no caderno eleitoral.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
«PSP, GNR e Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, entre outros organismos do Ministério da Administração Interna, não estão a entregar às Finanças as verbas relativos ao IRS nem os descontos para a Caixa Geral de Aposentações, (saliente-se que são quantias que foram retidas nos salários) conforme noticia o Diário Económico de hoje, ao abrigo de um acordo com o Ministério das Finanças. (...) » (Fonte: Público).
Como eu me sinto com esta notícia. Como se devem sentir o senhor Polifemo e a empresa Epimeteu Lda!
Estarão, concerteza, irados comigo e com este Dúplice Sistema, depois de há alguns anos terem sido condenados pelo crime de abuso de confiança fiscal. Na altura, esgotaram-se todas as instâncas de recurso. Fomos ao Supremo Tribunal e depois para o Tribunal Constitucional.
Clamavam, então, que as quantias retidas de IRS nos salários
dos trabalhadores, e as receitas do IVA não entregues, se destinaram a pagar os salários subsequentes, sem o que tinham falido e aqueles despedidos. O direito ao salário sobrepunha-se ao dever da entrega.Não lograram convencer. Teve sempre vencimento a ideia da imperatividade do dever da entrega ao Estado das quantias das quais só se é mero depositário.
O último condenado (há poucos meses), de que tenho notícia, por crime de abuso confiança fiscal, foi do antigo presidente do Boavista, joão Loureiro . vide notícia aqui.
Quid Juris?
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Dia Internacional da Alegria
Para quê levar a vida tão a sério se ela é uma incansável batalha da qual jamais sairemos vivos ? Bob Marley |
terça-feira, 12 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Em contramão
enrique serbeto, día 01/04/2011
"El primer ministro portugués se parece a un conductor que avanza a toda velocidad por la autopista en dirección contraria, convencido que son todos los demás automovilistas los que se equivocan. Los gobiernos europeos y las instituciones comunitarias dan por hecho que Portugal no puede salir de la crisis sin asistencia financiera, pero José Sócrates les contradice a todos (...)."
quinta-feira, 31 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Ajustar a hora legal
Hoje dormimos menos uma hora.
Já Benjamin Franklin, séc. XVIII, diplomata, cientista e inventor norte-americano, publicou um artigo, num jornal francês, em que sugeria que se a França adiantasse uma hora no Verão, Paris pouparia anualmente 32 mil toneladas de cera de vela.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Aos representantes seguem-se os mandantes
A democracia, geneticamente, não é arrogante. É mesmo a sua antítese, em contraponto com o autoritarismo das ditaduras. Por isso, o estranho é ter sido possível convivermos tanto tempo em “contranatura”, permitindo-se a sobranceria do srº Sócrates. Não falo sequer de competência e seriedade, qualidades ou falta delas susceptíveis de serem dirimidas noutras sedes.
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Mas, agora, o senhor primeiro-ministro à arrogância inicial, veio-lhe adicionar a traição e a deslealdade, não sendo pois de estranhar o desfecho. Se antes, para aprovação do orçamento e das várias medidas de austeridade anteriores, negociou previamente com o PSD, deu conta prévia ao Presidente da Republica, procurou o apoio do PS, submeteu a aprovação do Parlamento.
Desta vez:
- Não deu cavaco à Assembleia da República (nada lhe tendo submetido para apreciação);
- Não deu cavaco ao PSD (atraiçoando o namoro sustentado na viabilização do Orçamento, o PEC1, PEC2, PEC3);
- Não deu cavaco ao PS que o sustenta (sendo desleal com a família política e amigos);
- Não deu cavaco ao próprio Cavaco, Presidente da República (atraiçoando as Instituições que jurou observar).
Não é pois de estranhar o desfecho, que muitos dizem ter sido procurado.
Claro, que todos receamos o futuro, que é por essência, desconhecido, mas por o ser, não nos deve constranger a escapar do pântano, onde a cada passo mais nos sentíamos afundar. [Os eufemísticamente designados de PEC(s), um atrás do outro. (O último C, é mesmo a inicial de crescimento!)]
Aos representantes, os deputados, seguem-se os mandantes, o povo.
Enfim, brincando: -Sócrates não PEC mais.
domingo, 20 de março de 2011
A invariabilidade do método
Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV
Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros.
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível.
Colbert: E então os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.
in Le Diable Rouge, de Antoine Rault
domingo, 13 de março de 2011
Geração XPTO
E a nova geração saiu à rua.
"O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos ou dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons".
Martin Luther King
Vicente Jorge Silva, referiu-se aos jovens como "a geração rasca" num editorial no Público, em 1994. Argumentava que os jovens eram irresponsáveis, indisciplinados e individualistas, e não tinham convicções, nem valores, nem princípios, nem sonhos para lutar.
Trata-se de uma visão saudosista e estáctica de quem viu já fugir-lhe a juventude.
Seja como for, os jovens de então íam conseguindo os seus empregos e iniciar os seus percursos.
Porém, os jovens de hoje, especialmente neste contexto de crise económica, não obstante o aumento da escolaridade, têm mais dificuldade em obter emprego e, os que o conseguem, é sempre sob a forma precária e mal remunerada. Daí o epíteto de geração "à rasca".
No fundo, tudo não passa de adjectivações que os eternos conflitos geracionais sempre alimentaram. Mas o sonho, esse, ficará eternamente jovem. Ninguém lho pode tirar.
"Pai - Na tua idade, já tinha um ideal!
Filho - E, então, vendeste-o a quem?”
Le Nouvel Observateur
sexta-feira, 11 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
enganados
Khadafi enganou meio mundo. Coitados!
1. O eng. Sócrates, montou-lhe tenda nos jardins do Forte de S. Julião da Barra, em Lisboa. Foi sua vista assídua. Juraram mútuos amores. Era a diplomacia dos petrodólares.
Agora, derreado pelos compromissos internacionais, Portugal vai presidir ao Comité de Sanções à Libia, no seio do Conselho de Segurança, das Nações Unidas. Disse o nosso nóbel ministro dos estrangeiros: "Houve um grande consenso no Conselho de Segurança e aceitámos de imediato".
Mas não foram só os políticos que se renderam aos petrodólares.
2. Mariah Carey, por uma actuação em 2008, recebeu um milhão de dólares. Agora, coitada, deu-se conta que não sabia que estava a cantar para o filho de Khadafi.
Beyonce, cantou no ano seguinte. Agora, veio dizer que doou o dinheiro todo para o Haiti.
Nelly Furtado, cantou para o próprio Khadafi. Agora, veio dizer que não sabia que cantara para o grande líder da revolução líbia.
As relações diplomáticas, as relações com o poder e com o dinheiro, foram sempre semelhantes ao longo da história: Vinga o Carpem die.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Ficção
O edifício onde está a sede do Conselho Económico e Social (órgão institucional de consulta e concertação social e económica) vai ser vendido pelo Estado ao próprio Estado. Aquele organismo ficará a pagar uma renda mensal de 7 mil euros à Parpública, empresa criada pelo Estado e com a totalidade de capital do Estado.
Será mais uma, pois já têm sido tantas as vendas a esta empresa, a Parpública, que já se diz que esta é
a maior proprietária de imóveis urbanos do País.
Por nós, vamos todos sonhar que ficamos mais ricos com a entrada daquela "receita" (valor inflacionado do preço) na contabilidade pública, com o intuito de ajudar a baixar o défit, fazendo de conta que tudo vai de vento em popa.
O pior, é que o exemplo tem frutificado também nas Câmaras Municipais, por esse país fora - a de Lamego incluída - com a criação de empresas municipais que, como sabemos, têm servido para contornar a lei permitindo o refinanciamentos daquelas (para além do fomento do emprego! sobretudo dos amigos e dos filhos dos amigos).
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Ética Maquievélica
Como sabemos, a Democracia para Maquievel no seu "O Príncipe", era consumada com o alcance do poder e a sua manutenção. Os fins justificariam os meios. Claro, que isto foi no século XVI. Mas também é claro, que vamos conhecendo democratas que só pensam em chapeladas eleitorais e, uma vez no poder, parecem lapas agarradas às rochas na rebentação das ondas.
1. Há pouco, tivemos um candidato que para se manter no seu lugar apelou ao voto, dramatizando que se não fosse eleito à primeira volta, o País seria prejudicado economicamente. O povo correspondeu.
2. Hoje, foi outro candidato que com a dupla finalidade de afastar os concorrentes internos e se manter no poder, dramatizou:
“As crises políticas e a instabilidade política deitarão por terra aquilo que é o esforço dos portugueses, é por isso que a estabilidade é fundamental para enfrentar os desafios e as dificuldades, é fundamental para respeitar aquilo que foi a vontade dos portugueses”.
Assim vai a democracia!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Questão de pronomes
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A crise: Feitos os PEC(s) [Planos de Estabilidade e Crescimento (sem crescimento, já se sabe)], Os orçamentos de contenção, exarcebados os Desígnios Nacionais de manter a estabilidade política, ouvimos quem manda:
- Vão ser necessários sacrifícios, para vencer a crise.
E todos (chefes e patrões, políticos e gestores, assalariados públicos e privados, no activo, na reserva, na reforma, desempregados e sobreviventes das prestações sociais), em uníssono:
- Pois que seja. Façam-se sacrifícios, façamos sacrifícios.
E é agora que surgimos nós, que se conjuga o vós, que vêm eles.
- Faremos sacrifícios, tu e eles.
- Depois vireis vós, (tu, e eles) que tereis cortes nos salários. Bem, se tu, fizeres como eu, que nisto de cortes fico de fora, ficam eles, o que resta de nós.
- Logo, a bem da nação haveremos de concluir: Eles que tenham cortes, eles que paguem a crise.
Depois de tantas excepções, umas encapotadas outras descaradas, aos cortes nos rendimentos, agora confirmou-se outra: Os senhores deputados que tinham votado a redução do seu salário em 15%, acompanhando os sacrifícios impostos aos funcionários públicos, votaram, simultaneamente, o aumento das suas despesas de representação em 20% .
Digam lá se eles, e agora vistos daqui (não são eu, nem tu, nem nós ou vós) não são espertos!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Vozes desafinadas
Mário Crespo e Medina Carreira suspensos!
A SIC Notícias decidiu suspender o programa Plano Inclinado.
Apetece-me dizer: No me creo en brujas, pero que las hay, las hay.
* Quando, em nome da crise, os dois maiores partidos se aproximam para concertarem medidas, aprovarem PEC(s) e votarem orçamentos, uns e outros constrangedores para os rendimentos do trabalho, dos direitos das populações mais fracas e dos serviços e prestações sociais;
* Quando a corrida ao endividamento continua, inexoravelmente, dia após dia e cada vez mais gravosa, sem que se pressintam medidas que permitam impedir o seu crescimento e viabilizar a sua amortização.
.* Quando, como disse no post anterior, a coberto de desculpas ínvias, se mantêm os salários exorbitantes e demais mordomias de gestores de empresas públicas, cujos conhecimentos e competências não teriam evitado a falência da maior parte delas, caso não tivessem essa qualidade de públicas.
* Quando ... é a própria sobrevivência do regime democrático que está em causa e, o próprio problema já extravasa a política e se transforma em aritmética.
Sao cada vez mais necessárias oposições fortes ao poder estabelecido, seja ele qual for, e sobretudo é imprescindível continuar a ouvirem-se as vozes avisadas que ousam dizer abertamente o que pensam e apontam caminhos.
Confesso que não sou, pessoalmente, um adepto da forma como o prof. Henrique Medina Carreira, extravasa a sua opinião. Mas, mesmo que com ela não concordasse de todo, ainda assim continuaria a considerá-la essencial à saúde da nossa democracia, que só deve sobreviver com a coexistência de vozes incómodas.
Notícia aqui
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Dupond e Dupont
Mais um artigo cheio de humor e sentido crítico de Mannuel António Pina:
É assim que PS e PSD conseguem o milagre de estar em desacordo fazendo exactamente o mesmo.»
Aqui
«PS e PSD juntaram-se de novo no Parlamento, desta vez para impedir limites aos vencimentos dos gestores públicos.
Gestores públicos é um eufemismo usado para designar "boys" e "girls", em geral sem mais qualificações para gerirem o que quer que seja do que a sua disponibilidade para serem geridos. E se há assunto em que PS e PSD estão de acordo, além de que os pobres é que devem pagar as crises provocadas pelos ricos, é o da protecção dos "seus".
Embora não pareça, há no entanto diferenças entre PS e PSD. Por exemplo, o PS quer despedimentos fáceis & baratos para estimular "o emprego" enquanto o PSD também quer despedimentos fáceis & baratos mas para estimular "a economia". Para quem for despedido é igual, mas visto do lado do PS e PSD é muito diferente.
(...) um o do Sr. Mata outro o do Sr. Esfola.É assim que PS e PSD conseguem o milagre de estar em desacordo fazendo exactamente o mesmo.»
Aqui
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
cidadão da acrópole!
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Diz Freitas do Amaral:
Diz Freitas do Amaral:
"O destino dos governos minoritários é, normalmente, acabarem por ser derrubados por uma moção de censura, votada por sectores diversos da oposição".
Esta frase, - que é uma evidência de La Palisse, até porque sabemos que se o governo é maioritário não há moção de censura que vingue e, sendo minoritário, não serão os sectores que o apoiam que a irão votar, -teve grande repercursão nos media.
Sabemos ainda que, ultimamente em Portugal, os governos minoritários (com excepção do chefiado por Santana Lopes) apenas têm caído de podres, por sucederem a governos de maioria com o mesmo chefe de governo e sustentados pelo(s) mesmo(s) partido(s),
Então, se assim é, por que razão esta evidência teve tanto eco nos mass media?
Será que já nem interessa o que se diz, mas sim quem o diz?
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