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Sem que discurso eu pedisse,
ele falou, e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
do que disse não gostei.
António Aleixo
domingo, 29 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
culpa 2
O povo da Islândia tomou nas suas mãos a resolução da crise, que a levou à "falência". As manifestações não sairam de frente do parlamento enquanto o governo não se demitiu e elegeram novo governo, com outros partidos. Levaram à prisão políticos e banqueiros. Referendaram a forma de pagar a dívida aos credores.
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Ontem, em Lisboa, durante as Conferências de Economia do Estoril, Gylfi Zoega, economista, membro do banco central da Islândia, e que também participou no documentário premiado com um Óscar "Inside Job - A verdade sobre a crise", disse textualmente:
“Portugal deve investigar quem do Governo e da banca está na origem do endividamento” .
"Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu País eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro", diz o responsável."
Económico com Lusa, 08/05/11 12:02
culpa
(Circula na Net, sem autor determinado)
Dos juízes, padres e mineiros.
(...)
A culpa é das "P. u. t. a. s" que não pagam impostos
Que deviam ser pagos também pelos mortos.
(...)
A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados.
(...)
A culpa é dos putos da casa Pia
violados de noite e de dia.
(...)
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
(...)
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
(...)
A culpa é do BE, do CDS e do PCP
E dos que não querem o TGV.
(...)
A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas nunca será de quem governa.
domingo, 1 de maio de 2011
Ode à MenteDesperta
Há um senhor que mente.
Mente de corpo e alma, completamente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele mente sinceramente.
Mas que mente, sobretudo, impunemente...
Indecentemente... mente.
E mente tão racionalmente,
Que acha que mentindo vida fora,
Nos vai enganar eternamente.
Há um senhor que mente.
Mente de corpo e alma, completamente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele mente sinceramente.
Mas que mente, sobretudo, impunemente...
Indecentemente... mente.
E mente tão racionalmente,
Que acha que mentindo vida fora,
Nos vai enganar eternamente.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Greve à democracia
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O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, defendeu "uma greve à democracia". Considerou que "o nosso povo não é exigente com os políticos" e que na altura de votar "lá vão legitimá-los outra vez". No entender do bastonário dos Advogados, isso confere aos políticos "uma sensação de impunidade", que se estende do Governo à oposição.
Seguindo Manuela Ferreira Leite, que defendeu uma suspensão da democracia por seis meses, Marinho Pinto foi mais longe e sugeriu: "Não sei se o povo português não faria melhor em fazer greve à democracia por um dia, precisamente no dia das eleições, para dizer claramente à classe política aquilo que dizem nos cafés". Para Marinho Pinto, essa seria "a grande punição democrática". [...] Correio da ManhãA ideia, em si, parece simpática, tanto mais agora que abominamos os políticos que nos meteram nesta profunda e irritante crise.
Mais, a ideia nem sequer é nova. Em tempos foi o MFA a defendê-lo em guerra aberta contra a Assembleia Constituinte. Também José Saramago, no seu Ensaio sobre a Lucidez, descreve um movimento espontâneo de cidadãos que conseguia provocar 70% de votos em branco numa eleição.
Mas, reconhecendo-se que os “inimigos de estimação” do senhor Marinho Pinto, durante todo o seu bastonato, foram as autoridades policiais (desde a GNR, PSP, Judiciária e Guardas Prisionais), Ministério Público e Tribunais (em especial os juízes) e nunca os políticos e, pelo contrário, que sempre veio a terreiro defender o primeiro-ministro, José Sócrates, e outros socialistas quando acossados pela justiça (estou a lembrar-me da Casa Pia, Freeport, Escutas, EuroJust, Face Oculta, etc.) só podemos concluir que aquela sua ideia não é nada peregrina nem ingénua.
Apetecia-me, para terminar, lembrar-lhe que a essência da Democracia reside precisamente no intrínseco poder/dever do povo de participar e contribuir para a tomada de decisão. Votar no partido X, Y ou Z, em branco, ou anulando o seu boletim, mas sempre descarregando o nome no caderno eleitoral.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
«PSP, GNR e Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, entre outros organismos do Ministério da Administração Interna, não estão a entregar às Finanças as verbas relativos ao IRS nem os descontos para a Caixa Geral de Aposentações, (saliente-se que são quantias que foram retidas nos salários) conforme noticia o Diário Económico de hoje, ao abrigo de um acordo com o Ministério das Finanças. (...) » (Fonte: Público).
Como eu me sinto com esta notícia. Como se devem sentir o senhor Polifemo e a empresa Epimeteu Lda!
Estarão, concerteza, irados comigo e com este Dúplice Sistema, depois de há alguns anos terem sido condenados pelo crime de abuso de confiança fiscal. Na altura, esgotaram-se todas as instâncas de recurso. Fomos ao Supremo Tribunal e depois para o Tribunal Constitucional.
Clamavam, então, que as quantias retidas de IRS nos salários
dos trabalhadores, e as receitas do IVA não entregues, se destinaram a pagar os salários subsequentes, sem o que tinham falido e aqueles despedidos. O direito ao salário sobrepunha-se ao dever da entrega.Não lograram convencer. Teve sempre vencimento a ideia da imperatividade do dever da entrega ao Estado das quantias das quais só se é mero depositário.
O último condenado (há poucos meses), de que tenho notícia, por crime de abuso confiança fiscal, foi do antigo presidente do Boavista, joão Loureiro . vide notícia aqui.
Quid Juris?
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