quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Austeridade

Afinal, todos à sua maneira, sentem a crise.
Almeida Santos não há muito tempo, disse que é normal que os senhores deputados não trabalhem à sexta, pois ganham pouco. «Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas profissionais". «Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana."

Agora, foi a vez do deputado, Ricardo Gonçalves, vir a dizer a propósito do desconto de 5% nos ordenados, por causa crise.
- "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira...Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Com 3700,00€ por mês e mais 60,00€ por dia de ajudas, não dá. É uma miséria. "Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar".

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O actor da boa disposição

Roger Moore & Tony Curtis, The Persuaders

Foi na Televisão que comecei a gostar de Tony Curtis, sobretudo na série "Os Persuasores", ao lado de Roger Moore. Série ligeira, de acção, moderna e bem humorada, ao jeito do contemporâneo "O Santo". Era o melhor que a televisão a preto e branco tinha na altura.

Do cinema retenho as boas comédias de "Quanto Mais Quente, Melhor" e " A Grande Corrida à Volta do Mundo", mas também os clássicos "Spartacus" e "O Estrangulador de Boston".

Diz-se que viveu intensamente a sua vida pessoal, tendo dito de si próprio: "Por um lado fui tremendamente abençoado, pelo outro decididamente amaldiçoado".

quinta-feira, 30 de setembro de 2010


Car Part Art by James Corbett
A Arte de James Corbett reciclando peças de automóvel

Intolerâncias

3 ans de prison requis pour 2 chrétiens non jeûneurs

Na Argélia, o procurador de Ain el Hammam pediu três anos de prisão para dois cristãos que não observaram o jejum do Ramadão.

E se fosse por cá (Europa) e ao contrário?

Por cá, aposto que a Comissão Europeia reunia com o Parlamento Europeu e todos os ministros dos negócios estrangeiros dos países da CE, em uníssono, bradariam contra a intolerância religiosa, condenando por todas as formas e em tudo o que fosse mass media o dislate desse país ocidental (e bem).

Por lá, em todos os países muçulmanos, haveriam manifestações tumultuosas queimando a bandeira americana e a da Comunidade Europeia, ameaças de intifada e retaliação.
Seria...

domingo, 26 de setembro de 2010

RTP, instância de recurso!

Agora que a Assembleia tem poderes constituintes, não são só as propostas do PSD de alteração da Constituição (CRP), que fazem furor, há outras...
"Após presenças sucessivas de Duarte Lima, Carlos Queiroz, Carlos Cruz e novamente Carlos Queiroz a porem as suas teses argumentativas junto de Judite de Sousa, os deputados decidiram alterar o equilíbrio de poderes na próxima revisão constitucional e dotar a Justiça portuguesa de mais uma instância de recurso: a RTP.

Assim, entre a condenação em tribunal de 1ª instância e o recurso ao tribunal de 2ª instância, os arguidos poderão recorrer ao novo tribunal de 1,5ª instância, presidido pelo colectivo de juízes formado pela meritíssima jornalista conselheira Judite de Sousa e pela excelentíssima meritíssima jornalista conselheira Fátima Campos Ferreira.
Para que a equidade judicial fique assegurada, todos os portugueses que não tenham direito a recorrerem ao tribunal de 1,5ª instância, por manifesta falta de notoriedade, poderão sempre recorrer aos fóruns da TSF e da SIC Notícias ou ao espaço reservado às cartas dos leitores no "Correio da Manhã". " Vitor Elias

terça-feira, 21 de setembro de 2010


Ironia de M.A.Pina

Os novos pobres
"A crise quando chega toca a todos, e eu já não sei se hei-de ter pena dos milhares de homens e mulheres que, por esse país, fora, todos os dias ficam sem emprego (ou vivem de uma mísera prestação social), se dos infelizes gestores do Banco Comercial Português que, por iniciativa de alguns accionistas, poderão vir a ter o seu ganha-pão drasticamente reduzido em 50%.

A triste notícia vem no DN: o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco arrisca-se a deixar de cobrar 90 000 euros por cada reunião a que se digna estar presente e passar a receber só 45 000; por sua vez, o vice-presidente, que ganha 290 000 anuais, poderá ter que contentar-se com 145 000; e os nove vogais verão o seu salário de miséria (150 000 euros, fora as alcavalas) reduzido a 25% do do presidente.

Ou seja, o BCP prepara-se para gerar 11 novos pobres, aconselhando a prudência que o Banco Alimentar contra a Fome comece a reforçar os "stocks" de caviar e Veuve Clicquot, pois esta gente está habituada a comer bem.”

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Justiça Alemã


Tribunal julga pai de aluno homicida.
Relembrando:
a 11 de Março do ano passado, Tim Kretschmer, disparou indiscriminadamente, na sua escola, na cidade alemã de Winnenden, matando 15 pessoas com uma arma do pai, entre alunos e professores.

Na altura com 17 anos, Tim não respondeu pelos actos porque se suicidou quando se viu cercado pela polícia.

O progenitor Joerg Kretschmer, sentou-se ontem no banco dos réus.

Vai responder por ter possibilitado, por negligência, que o filho cometesse o massacre na Escola Secundária de Albertville, visto que as armas e as munições estavam num lugar de fácil acesso.
Se for condenado, para poderá ter de cumprir pena de prisão e pagar indemnizações às famílias das vítimas.

É verdade que o mocinho, com aquela idade, saberia os meios para aceder à arma que existisse lá em casa, mas ... também é verdade que se estava num lugar de fácil acesso!...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vão sendo horas!


Vão sendo horas da sentença chegar às mãos dos arguidos.

Será que a contenção foi tão longe que já não há “graveto” para o papel? Para os tinteiros ou impressora? Ou é do PC que tem 10 anos e bloqueou?

Chamem o sr. Ministro da justiça ou os seus secretários de Estado! Chamem o sr. Director-geral da Administração da Justiça! Chamem o sr. Presidente do Instituto das Tecnologias e Informatização Judiciária! Um deles é capaz de se lembrar de ajudar.

Agora, se for mesmo coisa que só um técnico resolva, então chamem de Coimbra os da Critical Software que até trabalham para a Nasa. E se estes estiverem ocupados, em apenas 8 horas, a Microsoft põe cá uns dos States.

Se ainda assim não resultar, então peguem na velha máquina de escrever, ou na esferográfica e toca a redigi-la.

Mas por favor, entreguem sentença aos arguidos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010


Vi sexta-feira, na abertura do Douro Film Harvest, a antestreia da produção moçambicana baseada no livro de Mia Couto "O último voo do flamingo", com a prévia apresentação do realizador João Ribeiro, do produtor, Luís Galvão Teles e da atriz “Temporina”.

A longa metragem, já apresentada em Cannes, procura realçar a linguagem peculiar, muito poética e rica de Mia Couto, girando em torno das crenças e costumes de Moçambique.

Se me perguntassem a minha opinião, diria simplesmente, como disse o próprio Mia Couto quando questionado: Gosto.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


Outrora, os códigos eram compêndios legislativos duradouros. A segurança e certeza jurídica residia na sedimentação social das normas, com especial relevância para as de índole penal ou criminal.

Muita coisa entretanto mudou.

Só nesta semana, em dois dias consecutivos, procedeu-se as duas alterações ao Código Penal!
.
Como é possível tanta pressa e tanta incompetência!

E logo hoje que se fala muito de justiça, injustiça ou má justiça.

Diário da República, 1.ª série — N.º 171 — 2 de Setembro de 2010
Lei n.º 32/2010
de 2 de Setembro
Procede à 25.ª alteração ao Código Penal


“Diário da República, 1.ª série — N.º 172 — 3 de Setembro de 2010
Lei n.º 40/2010
de 3 de Setembro
Segunda alteração à Lei n.º 115/2009, de 12 de Outubro,
que aprova o Código da Execução das Penas e Medidas
Privativas da Liberdade e 26.ª alteração ao Código Penal”.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sabedoria popular nm azulejo na cidade de Toledo, Espanha

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Se depois da tempestade vem a bonança, também este caos económico e social
não durará sempre. Haja esperança.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Poesias

Fernando Pessoa
Poesias Inéditas

O Amor

O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente,

Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente,
Cala: parece esquecer.
Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse,
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente.
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe,

O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe,
Porque lhe estou a falar...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Lapidação. Abordámos este assunto a 9 de Julho, neste blog. Voltamos a ele.

Tenho pressentido ao longo dos tempos a visão benévola que determinadas personagens de cultura (pelo menos assim pretensamente tidas) têm sobre o mundo árabe. Estes esclarecidos, (apodados por vezes de esquerda romântica, com prejuízo para esta) defendem esses povos, a sua cultura, os seus usos e costumes, e implicitamente o islamismo, a sua religião, por os terem como mais fracos e perseguidos pelos mais fortes.

É vê-los tomar intransigentemente a sua defesa contra qualquer que seja a posição de Israel, dos Estados Unidos da América, da Alemanha, França ou outros, que contenda com a posição árabe. É vê-los querer impor aos Estados Europeus que recebam e empreguem, sem restrição, todos os árabes que os demandem, com todas as suas tradições e hábitos. (a migração em busca da sobrevivência é um assunto que merece outra análise).

Ora, eu que sempre tive para comigo que há pessoas boas e más, em todo o lado e em todas os povos e, as nações, quaisquer que elas sejam, são o fruto das políticas das pessoas que as dominaram, parece-me uma profunda hipocrisia dogmatizar o mundo em bom e mau.
É por isso, que eu não entendo nem concebo o “gritante silêncio” daqueles pretensos cultos humanistas e muçulmanos tolerantes, perante a ignomínia do assassínio, na praça pública, pelas massas ululantes, a mando da “justiça!”, de mulheres acusadas de infidelidade ou outro acto menor considerado crime.

É assim mesmo, tal e qual numa actual praça de touros enquanto o matador corta a orelha do animal, ou na idade média se queimavam pessoas junto ao pelourinho da terra, a iraniana Sakineh Ashtiani, vai ser enterrada na praça, e morta à pedrada por quem queira arremessar.

Eu não aprecio os escritos e opiniões da jornalista Fernanda Câncio, sempre muito limitados e tendenciosos politicamente ou arrestados as causas fraturantes. O artigo que hoje fez publicar no Diário de Notícias, também poderia enfileirar-se nesta última categoria, agora em defesa dos direitos das mulheres. Porém, neste, também aborda com alguma singularidade a monstruosa e desumana pretensa aplicação da justiça no Irão.

Diz ela:
“.. tudo isto parece impossível de tão bárbaro, tão de outro mundo - um mundo onde se mata com pedras nem muito grandes nem muito pequenas para que a agonia dure, onde uma mulher pode ser o alvo de um jogo de acerta e mata por causa desta palavra, adultério, desta noção de que as mulheres são o mal e o corpo do diabo, feitas para castigo e submissão.
…Posso dizer que não perdoo a quem não erga a voz contra a ignomínia e a obscenidade da tua condenação, contra a lei repugnante que te condena e o regime que a sustenta. Posso dizer que não admito que hoje, no meu mundo, no meu tempo, estas coisas se justifiquem com "diferenças culturais" ou "ordens internas"e não ocasionem protestos vigorosos de todos os governos que se querem decentes - a começar pelo do meu País. Posso dizer que vou estar atenta a todos os silêncios e que espero ver na primeira fila da tua defesa os que se afirmam apologistas incansáveis da vida e os que se reclamam de uma interpretação benigna do Islão. “

segunda-feira, 23 de agosto de 2010



"Um trabalho de investigação publicado na revista belga 'Knack' indica que o ditador alemão Adolf Hitler, defensor de uma política de pureza racial que levou ao extermínio de judeus e de membros de outras etnias "não puras" durante a II Guerra Mundial, era descendente de judeus ou de berberes."


Em França, Sarkozy decidiu expulsar ciganos romanos. Será que também ele é descendente de imigrantes?

Agora que a Catalunha proibiu as touradas, os aficionados que se cuidem. Pois lá como cá, já ninguém segura os touros!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sentenças entre lojas de roupa e cinema

Em Portugal, já temos os tribunais Julgados da Paz a funcionarem informalmente, já temos lojas juAdicionar imagemrídicas nos centros comerciais, só nos falta mesmo dar o passo que a Inglaterra quer dar. A notícia vem no I online.
"A Associação de Magistrados da Grã-Bretanha quer abrir tribunais dentro de centros comerciais.
Segundo o vice-presidente da associação, John Howson, “a justiça não deve ser escondida: as pessoas devem ter a oportunidade de vê-la em acção”.

Estes tribunais deverão poder julgar delitos pequenos ou em flagrante e tem como objectivo acelerar os julgamentos para criar um sistema de justiça mais rápido, eficaz e visível ao público (...) que fiquem no seio da comunidade, perto de onde vivem os infractores e respectivas famílias e que possa funcionar aos sábados ou quando as lojas fechem."

sábado, 14 de agosto de 2010

Fériasférias, foram boas mas acabaram! Mesmo que durem muito, quando damos conta, já passaram, e sempre mais depressa do que esperaríamos.

No final, Fica sempre a sensação de que ficou algo por fazer, algo por ver, algo por experimentar, mais algum sítio por visitar...

Terminaram. Mas ainda sabe bem preguiçar.

É que, o regresso de férias tem sempre algo de traumático, algo que eu já vi algures definido como síndrome pós férias, por isso, vou tentar entrar nas minhas rotinas muito lentamente, recuperando aos poucos os meus hábitos diários, os meus horários de sono e de trabalho, retomando os meus escritos neste blog.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Laura Dekker, a aventureira velejadora!


A jovem holandesa de 14 anos, Laura Dekker, sempre vai poder tentar, sozinha, concluir a circum-navegação a bordo de um veleiro.

Há um ano, os pais tinham-na autorizado, mas na sequência de muitas vozes contra, um tribunal impediu-a e entregou a sua custódia à agência de protecção infantil, durante um ano, que agora findou.

A jovem navegadora sairá de Portugal no seu veleiro de dois mastros e 11,5 m.

A noção de menor de idade é um conceito social, que varia dentro da mesma sociedade, de uma sociedade para outra e que variou ao longo dos tempos. Entre nós, é-se menor de idade até aos 18 anos para efeitos de imputabilidade penal, ou até aos 16 para efeitos de casamento, por exemplo. Antes de 1974, em Portugal, era-se menor até aos 21 anos. Hoje, na Dinamarca é-se maior a partir dos 16 anos.

Seja como for, partirá sempre, em cada momento, da conclusão que se retire sobre o desenvolvimento físico, psicológico e capacidade de auto-discernimento.

No presente caso, terão estes aspectos sido alguma vez ponderados, no caso da Laura?

domingo, 18 de julho de 2010

A Assembleia Nacional Francesa aprovou um projecto-lei que proíbe o uso de indumentária que leve à "ocultação do rosto no espaço público". Este diploma, embora não referindo especificamente a interdição do véu islâmico integral (burca ou niqab) no espaço público, é este que na prática é visado.

A França paasa a ser o segundo país europeu a colocar restrições no uso do véu islâmico, depois da Bélgica.

Tudo em nome de liberdade de auto-determinação individual! xenofobia! segurança!

Já ouvi dizer que “A criatividade só pode ter origem na diferença"
A propósito, escreveu António Gedeão:


Lágrima de preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Barbárie


Barbárie medieval nos nossos dias

As autoridades iranianas recuaram na sentença de morte por apedrejamento de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos e condenada por adultério, cedendo à maciça pressão internacional dos últimos dias.




(12 outras mulheres iranianas permanecem nas prisões do país a aguardar execução por aquele mesmo meio.)



"A execução no Irão por apedrejamento especifica que devem ser usadas pedras suficientemente grandes para causarem dor ao condenado, mas não o suficiente para o matarem de imediato. As mulheres são enterradas até ao pescoço, os homens apenas até à cintura – e perdoados os que conseguem libertar-se pelos seus próprios meios. [...]" Público


Isto tudo, a coberto da pretensa lei de um deus!


quinta-feira, 8 de julho de 2010


golden share… golden share

O Tribunal de Justiça chumbou o uso da "golden share" na PT, considerando que o Estado Português não podia ter vetado o negócio da Telefónica com a PT (usando as famosas acções douradas, que atribuiriam aquele direito especial), na medida em que sairia comprometida a eficácia da proibição de restrição da livre circulação de capitais.

Recordando: A 30 de Junho, e apesar da maioria dos accionistas (74%) da PT pretenderem vender, o Estado vetou a venda à Telefónica dos 50% que a operadora tem na Vivo.

Acto 1 - O Ministro, Silva Pereira, no final do Conselho de Ministros, disse que “o acórdão tem uma eficácia meramente declarativa".

Acto 2 – O Presidente Executivo da PT, Zeinal Bava, disse que a decisão do Tribunal Europeu de Justiça "ultrapassa a empresa" e que o futuro passa por voltar a negociar com a Telefónica.

Em que ficamos? Onde fica o invocado interesse nacional! Notícia aqui

quarta-feira, 7 de julho de 2010



Malgré tout!


Segundo o Eurostat, a aquisição da nacionalidade portuguesa passou de 4447 para 22 408 em apenas dois anos. (quintuplicou)

Para isso, fundamenta o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, contribuiu a nova Lei da Nacionalidade Portuguesa publicada em 2006 que facilitou o processo de aquisição da cidadania portuguesa por estrangeiros residentes e descendentes de emigrantes.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Diz Maradona: "Auxiliar do Portugal-Espanha era o Andrea Bocelli".

Enquanto compara um dos auxiliares do trio de arbitragem ao cantor invisual Andrea Bocelli, tece enormes criticas ao árbitro, Baldassi, acusando-o de não ter deixado Portugal chegar à área da Espanha, porque em cada bola dividida marcava falta a favor da Espanha.

Será que está a tentar desestabilizar a selecção espanhola? É raiva contra Espanha? Converteu-se à Portugalidade? Ou está apenas a ser sincero?

quarta-feira, 23 de junho de 2010


"O romancista canadiano Howard Engel levantou-se, fez o pequeno almoço e apanhou o jornal à porta de casa.

Um instante depois, olhou para a página principal do Toronto Globe and Mail e teve a sensação de estar a ler um jornal “em servo-croata ou coreano”, uma língua que nunca tinha visto e não reconhecia. Apesar de ter demorado a perceber, Engel tinha perdido subitamente a capacidade para reconhecer as letras.

Este quadro, conhecido como “alexia” ou “cegueira das palavras”, caracteriza-se pela perda total da capacidade de reconhecer visualmente a escrita e, no seu caso, tinha sido causado por um ictus cerebral. Uma vez superado o choque, o dano cerebral permaneceu e Engel pensou que a sua vida como escritor de romances policiais tinha terminado para sempre.

No entanto, e para sua própria surpresa, Engel não tardou a descobrir que tinha perdido a sua faculdade de ler mas não a sua capacidade para escrever. Se descrevia com a mão o traço de uma letra sobre um papel, por exemplo, era capaz de entender o seu significado e recuperar o sentido da escrita.

Depois daquele episódio, Engel foi capaz de escrever um par de livros, num dos quais descreve a peripécia de um personagem que passa pela mesma situação (The Man Who Couldn't read). Retirado daqui"


sexta-feira, 18 de junho de 2010


O senhor deputado da nação que por não gostar das perguntas que o jornalista lhe fazia e, porventura, arrependido do que já havia dito, surripiou os gravadores, meteu-os ao bolso e foi embora, não pára de surpreeender.

Nessa altura, alegou acção directa para se apropriar dos gravadores e não os devolver. Porventura, por desconfiar que os gravadores conteriam expressões com a sua voz!!

Agora, veio sufragar a iluminada ideia de duas colegas de bancada, de reduzir os feriados, e acabar com as "pontes".

Até aí, seriam apenas opiniões...

Mas o deputado que pensa muito, mas que não deve ser antes de falar, como se viu no episódio dos gravadores, disse logo: -"O 25 de Abril pode ser comemorado no dia 26 ou 27, o que importa é comemorar a liberdade".

Depois desta, só nos resta, respirar de alívio, pois ter-se-á contido ao ponto de não dizer que o 25 de Abril, também poderia ser comemorado no dia 24 de Abril. (nem que fosse pela carga conotativa).

quarta-feira, 16 de junho de 2010


Em tempos de crise, as famílias restrigem as despesas e algumas há que deixam de pagar a prestação e até vendem alguns bens, para sobreviverem. (esta expressão é uma generalidade, pois sabemos que também as há que não dão conta da crise). Diz-se, "vão-se os anéis, salvem-se os dedos".

Também os Estados não passam ao lado da crise e, para combater os seus défices e solver dívidas externas, vendem bens e privatizam Serviços e Empresas, como sabemos. Para uns demasiado, para outros nem tanto.

A este propósito, cito uma passagem de Saramago, que tem tanto de interessante e actual, como de peculiar. (e vai sem ofensa)

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148

quarta-feira, 9 de junho de 2010


O Habeas corpus, é uma garantia constitucional que defende o cidadão contra o abuso de poder por virtude de prisão ou detenção ilegal. Diga-se que não é das figuras jurídicas mais utilizadas em Portugal, porventura, pela sua complexidade e por ser das que menos têm tido provimento, quando arguidas.
Mas esta locução latina, embora figura do mundo jurídico, pode-se dizer que é hoje comummente usada em múltiplos contextos.


Teve a sua origem numa história curiosa.

Na Inglaterra, com o desaparecimento do rei Richard I (Ricardo Coração de Leão), dado como desaparecido na terceira Cruzada, tomou o poder John Lackland (João sem Terra). Este, desde o início, foi tido como usurpador da coroa e, segundo reza a história, com grande tendência para abusar do poder (daí ter sido retratado como vilão em histórias e lendas celebrizadas em filmes como o Ivanhoe ou Robin Hood).
Para além de esmagar o povo com impostos, prendia todos os seus opositores, sem culpa formada, enviando-os para as catacumbas da torre de Londres, onde acabavam por desaparecer sem deixar rasto.
Depois de várias revoltas, foi então conseguido que o rei se sujeitasse à consagração na Magna Carta do habeas corpus (que tenhas o teu corpo).
A partir daí, era possível aos familiares dirigirem-se à torre de Londres e inquirirem habeas corpus, pelo que o carcereiro era obrigado a mostrar o corpo, vivo ou morto, do acusado.

sexta-feira, 4 de junho de 2010


O escritor e ensaísta, Michel Eyquem de Montaigne, a mais de quinhentos anos de distância ensina-nos como devemos encarar a vida e os problemas que actualmente nos atormentam. Disse ele: "A felicidade está em usufruir e não apenas em possuir.". Assim me parece que hoje, porventura mais que noutros tempos, releva o usar e fruir o que nos é disponibilizado, mais do que o obter e ter. É que, em tempos de crise, diz-se e passe o exagero, os anéis são malbaratados e os livros cedem o lugar ao alimento. Como também se diz, que são tempos propícios a mudanças bruscas de fortunas, muitos que empobrecem, alguns que enriquecem, muito rapidamente.

Seja como for, nestes ou noutros tempos, ter bens e ter conhecimentos, exaltam o ego e a presumivel felicidade. Porém, ter muitos bens ou saber muito, poderão não passar de meios para servilmente partir em busca de mais, e mais, incessantemente... e, mais uma vez, Montaigne sentenciava: "...o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!".

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Feriado

Procissão Corpus Christi Amadeu de Sousa Cardoso, 1913, óleo sobre madeira, 29 x 50,8 cm, Centro de Arte Moderna
Fundação Calouste Gulbenkian , Lisboa

Interessante explicação acerca de moral e ética