quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Se depois da tempestade vem a bonança, também este caos económico e social
não durará sempre. Haja esperança.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Poesias

Fernando Pessoa
Poesias Inéditas

O Amor

O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente,

Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente,
Cala: parece esquecer.
Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse,
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente.
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe,

O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe,
Porque lhe estou a falar...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Lapidação. Abordámos este assunto a 9 de Julho, neste blog. Voltamos a ele.

Tenho pressentido ao longo dos tempos a visão benévola que determinadas personagens de cultura (pelo menos assim pretensamente tidas) têm sobre o mundo árabe. Estes esclarecidos, (apodados por vezes de esquerda romântica, com prejuízo para esta) defendem esses povos, a sua cultura, os seus usos e costumes, e implicitamente o islamismo, a sua religião, por os terem como mais fracos e perseguidos pelos mais fortes.

É vê-los tomar intransigentemente a sua defesa contra qualquer que seja a posição de Israel, dos Estados Unidos da América, da Alemanha, França ou outros, que contenda com a posição árabe. É vê-los querer impor aos Estados Europeus que recebam e empreguem, sem restrição, todos os árabes que os demandem, com todas as suas tradições e hábitos. (a migração em busca da sobrevivência é um assunto que merece outra análise).

Ora, eu que sempre tive para comigo que há pessoas boas e más, em todo o lado e em todas os povos e, as nações, quaisquer que elas sejam, são o fruto das políticas das pessoas que as dominaram, parece-me uma profunda hipocrisia dogmatizar o mundo em bom e mau.
É por isso, que eu não entendo nem concebo o “gritante silêncio” daqueles pretensos cultos humanistas e muçulmanos tolerantes, perante a ignomínia do assassínio, na praça pública, pelas massas ululantes, a mando da “justiça!”, de mulheres acusadas de infidelidade ou outro acto menor considerado crime.

É assim mesmo, tal e qual numa actual praça de touros enquanto o matador corta a orelha do animal, ou na idade média se queimavam pessoas junto ao pelourinho da terra, a iraniana Sakineh Ashtiani, vai ser enterrada na praça, e morta à pedrada por quem queira arremessar.

Eu não aprecio os escritos e opiniões da jornalista Fernanda Câncio, sempre muito limitados e tendenciosos politicamente ou arrestados as causas fraturantes. O artigo que hoje fez publicar no Diário de Notícias, também poderia enfileirar-se nesta última categoria, agora em defesa dos direitos das mulheres. Porém, neste, também aborda com alguma singularidade a monstruosa e desumana pretensa aplicação da justiça no Irão.

Diz ela:
“.. tudo isto parece impossível de tão bárbaro, tão de outro mundo - um mundo onde se mata com pedras nem muito grandes nem muito pequenas para que a agonia dure, onde uma mulher pode ser o alvo de um jogo de acerta e mata por causa desta palavra, adultério, desta noção de que as mulheres são o mal e o corpo do diabo, feitas para castigo e submissão.
…Posso dizer que não perdoo a quem não erga a voz contra a ignomínia e a obscenidade da tua condenação, contra a lei repugnante que te condena e o regime que a sustenta. Posso dizer que não admito que hoje, no meu mundo, no meu tempo, estas coisas se justifiquem com "diferenças culturais" ou "ordens internas"e não ocasionem protestos vigorosos de todos os governos que se querem decentes - a começar pelo do meu País. Posso dizer que vou estar atenta a todos os silêncios e que espero ver na primeira fila da tua defesa os que se afirmam apologistas incansáveis da vida e os que se reclamam de uma interpretação benigna do Islão. “

segunda-feira, 23 de agosto de 2010



"Um trabalho de investigação publicado na revista belga 'Knack' indica que o ditador alemão Adolf Hitler, defensor de uma política de pureza racial que levou ao extermínio de judeus e de membros de outras etnias "não puras" durante a II Guerra Mundial, era descendente de judeus ou de berberes."


Em França, Sarkozy decidiu expulsar ciganos romanos. Será que também ele é descendente de imigrantes?

Agora que a Catalunha proibiu as touradas, os aficionados que se cuidem. Pois lá como cá, já ninguém segura os touros!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sentenças entre lojas de roupa e cinema

Em Portugal, já temos os tribunais Julgados da Paz a funcionarem informalmente, já temos lojas juAdicionar imagemrídicas nos centros comerciais, só nos falta mesmo dar o passo que a Inglaterra quer dar. A notícia vem no I online.
"A Associação de Magistrados da Grã-Bretanha quer abrir tribunais dentro de centros comerciais.
Segundo o vice-presidente da associação, John Howson, “a justiça não deve ser escondida: as pessoas devem ter a oportunidade de vê-la em acção”.

Estes tribunais deverão poder julgar delitos pequenos ou em flagrante e tem como objectivo acelerar os julgamentos para criar um sistema de justiça mais rápido, eficaz e visível ao público (...) que fiquem no seio da comunidade, perto de onde vivem os infractores e respectivas famílias e que possa funcionar aos sábados ou quando as lojas fechem."

sábado, 14 de agosto de 2010

Fériasférias, foram boas mas acabaram! Mesmo que durem muito, quando damos conta, já passaram, e sempre mais depressa do que esperaríamos.

No final, Fica sempre a sensação de que ficou algo por fazer, algo por ver, algo por experimentar, mais algum sítio por visitar...

Terminaram. Mas ainda sabe bem preguiçar.

É que, o regresso de férias tem sempre algo de traumático, algo que eu já vi algures definido como síndrome pós férias, por isso, vou tentar entrar nas minhas rotinas muito lentamente, recuperando aos poucos os meus hábitos diários, os meus horários de sono e de trabalho, retomando os meus escritos neste blog.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Laura Dekker, a aventureira velejadora!


A jovem holandesa de 14 anos, Laura Dekker, sempre vai poder tentar, sozinha, concluir a circum-navegação a bordo de um veleiro.

Há um ano, os pais tinham-na autorizado, mas na sequência de muitas vozes contra, um tribunal impediu-a e entregou a sua custódia à agência de protecção infantil, durante um ano, que agora findou.

A jovem navegadora sairá de Portugal no seu veleiro de dois mastros e 11,5 m.

A noção de menor de idade é um conceito social, que varia dentro da mesma sociedade, de uma sociedade para outra e que variou ao longo dos tempos. Entre nós, é-se menor de idade até aos 18 anos para efeitos de imputabilidade penal, ou até aos 16 para efeitos de casamento, por exemplo. Antes de 1974, em Portugal, era-se menor até aos 21 anos. Hoje, na Dinamarca é-se maior a partir dos 16 anos.

Seja como for, partirá sempre, em cada momento, da conclusão que se retire sobre o desenvolvimento físico, psicológico e capacidade de auto-discernimento.

No presente caso, terão estes aspectos sido alguma vez ponderados, no caso da Laura?

domingo, 18 de julho de 2010

A Assembleia Nacional Francesa aprovou um projecto-lei que proíbe o uso de indumentária que leve à "ocultação do rosto no espaço público". Este diploma, embora não referindo especificamente a interdição do véu islâmico integral (burca ou niqab) no espaço público, é este que na prática é visado.

A França paasa a ser o segundo país europeu a colocar restrições no uso do véu islâmico, depois da Bélgica.

Tudo em nome de liberdade de auto-determinação individual! xenofobia! segurança!

Já ouvi dizer que “A criatividade só pode ter origem na diferença"
A propósito, escreveu António Gedeão:


Lágrima de preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Barbárie


Barbárie medieval nos nossos dias

As autoridades iranianas recuaram na sentença de morte por apedrejamento de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos e condenada por adultério, cedendo à maciça pressão internacional dos últimos dias.




(12 outras mulheres iranianas permanecem nas prisões do país a aguardar execução por aquele mesmo meio.)



"A execução no Irão por apedrejamento especifica que devem ser usadas pedras suficientemente grandes para causarem dor ao condenado, mas não o suficiente para o matarem de imediato. As mulheres são enterradas até ao pescoço, os homens apenas até à cintura – e perdoados os que conseguem libertar-se pelos seus próprios meios. [...]" Público


Isto tudo, a coberto da pretensa lei de um deus!


quinta-feira, 8 de julho de 2010


golden share… golden share

O Tribunal de Justiça chumbou o uso da "golden share" na PT, considerando que o Estado Português não podia ter vetado o negócio da Telefónica com a PT (usando as famosas acções douradas, que atribuiriam aquele direito especial), na medida em que sairia comprometida a eficácia da proibição de restrição da livre circulação de capitais.

Recordando: A 30 de Junho, e apesar da maioria dos accionistas (74%) da PT pretenderem vender, o Estado vetou a venda à Telefónica dos 50% que a operadora tem na Vivo.

Acto 1 - O Ministro, Silva Pereira, no final do Conselho de Ministros, disse que “o acórdão tem uma eficácia meramente declarativa".

Acto 2 – O Presidente Executivo da PT, Zeinal Bava, disse que a decisão do Tribunal Europeu de Justiça "ultrapassa a empresa" e que o futuro passa por voltar a negociar com a Telefónica.

Em que ficamos? Onde fica o invocado interesse nacional! Notícia aqui

quarta-feira, 7 de julho de 2010



Malgré tout!


Segundo o Eurostat, a aquisição da nacionalidade portuguesa passou de 4447 para 22 408 em apenas dois anos. (quintuplicou)

Para isso, fundamenta o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, contribuiu a nova Lei da Nacionalidade Portuguesa publicada em 2006 que facilitou o processo de aquisição da cidadania portuguesa por estrangeiros residentes e descendentes de emigrantes.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Diz Maradona: "Auxiliar do Portugal-Espanha era o Andrea Bocelli".

Enquanto compara um dos auxiliares do trio de arbitragem ao cantor invisual Andrea Bocelli, tece enormes criticas ao árbitro, Baldassi, acusando-o de não ter deixado Portugal chegar à área da Espanha, porque em cada bola dividida marcava falta a favor da Espanha.

Será que está a tentar desestabilizar a selecção espanhola? É raiva contra Espanha? Converteu-se à Portugalidade? Ou está apenas a ser sincero?

quarta-feira, 23 de junho de 2010


"O romancista canadiano Howard Engel levantou-se, fez o pequeno almoço e apanhou o jornal à porta de casa.

Um instante depois, olhou para a página principal do Toronto Globe and Mail e teve a sensação de estar a ler um jornal “em servo-croata ou coreano”, uma língua que nunca tinha visto e não reconhecia. Apesar de ter demorado a perceber, Engel tinha perdido subitamente a capacidade para reconhecer as letras.

Este quadro, conhecido como “alexia” ou “cegueira das palavras”, caracteriza-se pela perda total da capacidade de reconhecer visualmente a escrita e, no seu caso, tinha sido causado por um ictus cerebral. Uma vez superado o choque, o dano cerebral permaneceu e Engel pensou que a sua vida como escritor de romances policiais tinha terminado para sempre.

No entanto, e para sua própria surpresa, Engel não tardou a descobrir que tinha perdido a sua faculdade de ler mas não a sua capacidade para escrever. Se descrevia com a mão o traço de uma letra sobre um papel, por exemplo, era capaz de entender o seu significado e recuperar o sentido da escrita.

Depois daquele episódio, Engel foi capaz de escrever um par de livros, num dos quais descreve a peripécia de um personagem que passa pela mesma situação (The Man Who Couldn't read). Retirado daqui"


sexta-feira, 18 de junho de 2010


O senhor deputado da nação que por não gostar das perguntas que o jornalista lhe fazia e, porventura, arrependido do que já havia dito, surripiou os gravadores, meteu-os ao bolso e foi embora, não pára de surpreeender.

Nessa altura, alegou acção directa para se apropriar dos gravadores e não os devolver. Porventura, por desconfiar que os gravadores conteriam expressões com a sua voz!!

Agora, veio sufragar a iluminada ideia de duas colegas de bancada, de reduzir os feriados, e acabar com as "pontes".

Até aí, seriam apenas opiniões...

Mas o deputado que pensa muito, mas que não deve ser antes de falar, como se viu no episódio dos gravadores, disse logo: -"O 25 de Abril pode ser comemorado no dia 26 ou 27, o que importa é comemorar a liberdade".

Depois desta, só nos resta, respirar de alívio, pois ter-se-á contido ao ponto de não dizer que o 25 de Abril, também poderia ser comemorado no dia 24 de Abril. (nem que fosse pela carga conotativa).

quarta-feira, 16 de junho de 2010


Em tempos de crise, as famílias restrigem as despesas e algumas há que deixam de pagar a prestação e até vendem alguns bens, para sobreviverem. (esta expressão é uma generalidade, pois sabemos que também as há que não dão conta da crise). Diz-se, "vão-se os anéis, salvem-se os dedos".

Também os Estados não passam ao lado da crise e, para combater os seus défices e solver dívidas externas, vendem bens e privatizam Serviços e Empresas, como sabemos. Para uns demasiado, para outros nem tanto.

A este propósito, cito uma passagem de Saramago, que tem tanto de interessante e actual, como de peculiar. (e vai sem ofensa)

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148

quarta-feira, 9 de junho de 2010


O Habeas corpus, é uma garantia constitucional que defende o cidadão contra o abuso de poder por virtude de prisão ou detenção ilegal. Diga-se que não é das figuras jurídicas mais utilizadas em Portugal, porventura, pela sua complexidade e por ser das que menos têm tido provimento, quando arguidas.
Mas esta locução latina, embora figura do mundo jurídico, pode-se dizer que é hoje comummente usada em múltiplos contextos.


Teve a sua origem numa história curiosa.

Na Inglaterra, com o desaparecimento do rei Richard I (Ricardo Coração de Leão), dado como desaparecido na terceira Cruzada, tomou o poder John Lackland (João sem Terra). Este, desde o início, foi tido como usurpador da coroa e, segundo reza a história, com grande tendência para abusar do poder (daí ter sido retratado como vilão em histórias e lendas celebrizadas em filmes como o Ivanhoe ou Robin Hood).
Para além de esmagar o povo com impostos, prendia todos os seus opositores, sem culpa formada, enviando-os para as catacumbas da torre de Londres, onde acabavam por desaparecer sem deixar rasto.
Depois de várias revoltas, foi então conseguido que o rei se sujeitasse à consagração na Magna Carta do habeas corpus (que tenhas o teu corpo).
A partir daí, era possível aos familiares dirigirem-se à torre de Londres e inquirirem habeas corpus, pelo que o carcereiro era obrigado a mostrar o corpo, vivo ou morto, do acusado.

sexta-feira, 4 de junho de 2010


O escritor e ensaísta, Michel Eyquem de Montaigne, a mais de quinhentos anos de distância ensina-nos como devemos encarar a vida e os problemas que actualmente nos atormentam. Disse ele: "A felicidade está em usufruir e não apenas em possuir.". Assim me parece que hoje, porventura mais que noutros tempos, releva o usar e fruir o que nos é disponibilizado, mais do que o obter e ter. É que, em tempos de crise, diz-se e passe o exagero, os anéis são malbaratados e os livros cedem o lugar ao alimento. Como também se diz, que são tempos propícios a mudanças bruscas de fortunas, muitos que empobrecem, alguns que enriquecem, muito rapidamente.

Seja como for, nestes ou noutros tempos, ter bens e ter conhecimentos, exaltam o ego e a presumivel felicidade. Porém, ter muitos bens ou saber muito, poderão não passar de meios para servilmente partir em busca de mais, e mais, incessantemente... e, mais uma vez, Montaigne sentenciava: "...o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!".

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Feriado

Procissão Corpus Christi Amadeu de Sousa Cardoso, 1913, óleo sobre madeira, 29 x 50,8 cm, Centro de Arte Moderna
Fundação Calouste Gulbenkian , Lisboa

sábado, 29 de maio de 2010

Gabinetes de imprensa?!


Sócrates encontra-se com Chico Buarque
28.05.2010
"O popular cantor brasileiro Chico Buarque pediu ao presidente Lula para ser o intermediário de um pedido para um encontro com o primeiro-ministro de Portugal.

É que o cantor queria conhecer pessoalmente o governante português. O presidente brasileiro aceitou o repto e falou logo com Sócrates, que de imediato aceitou, alterando o seu programa de visita no Rio de Janeiro. "
publico.pt Negrito


Não foi Chico que quis conhecer Sócrates, foi Sócrates que quis conhecer Chico
29.05.2010
"Chico Buarque indignado ao saber que a imprensa estava a contar uma versão diferente.
Afinal a história está mal contada. Não foi Chico Buarque que quis conhecer o primeiro-ministro durante a sua viagem ao Brasil, como foi divulgado pela imprensa portuguesa. Foi José Sócrates que pediu esse encontro. "
publico.pt

O que não existe não pode chegar a ser notícia, ainda que haja gabinetes que se esforcem por fazer asneira.
Gabinetes de imprensa?!

Crescendo



APRENDI...
Que não sei quase nada
Que sempre precisarei aprender
Que a vida é muito curta
E que não há tempo a perder.

PERCEBI...
Que nem tudo é possível
Que às vezes é difícil sorrir
Que a vida faz jogo duro
Mas que eu não vou desistir

ENTENDI...
Que quando sofro eu aprendo
Que a dor me ensina a viver
Que a vida é um lindo caminho
Ao qual iremos crescer

DESCOBRI...
Que não é fácil viver
Que o destino nos reserva dor
Mas que a tristeza termina
Onde começa o amor...

Autor desconhecido

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Deformação profissional


Há algum tempo pediram-me a opinião para impugnar uma multa de estacionamento. O caso era surreal: A senhora parou o carro, em segunda linha, para correr a prestar auxílio a uma transeunte que acabara de ser atropelada, pelo carro que ía imediatamente à sua frente. O trânsito parou e formou-se rapidamente um aglomerado de gente. Chegou a polícia que começou a identificar o condutor, a fazer medições, a resguardar a sinistrada. A ambulância não demorou mais de 5m. Quando a senhora regressou ao seu carro, reparou que tinha por lá passado um dos polícias mais diligentes(!) que lhe deixara como prenda uma multa no pára-brisas, por estacionamento indevido.

Hoje, o TVi 24 dá-nos conta de outra história semelhante e caricata. " Uma mãe deu à luz no banco de trás do carro e o pai recebeu uma multa de estacionamento. O evento deu-se em Nova Iorque.
De acordo com o Daily News, Johanna Melo entrou em trabalho de parto mas Orlando Caceres, o marido, não conseguiu chegar a tempo ao hospital. O parto foi realizado por paramédicos no banco de trás do carro do casal. De seguida, a família foi levada numa ambulância e a viatura ficou no local. Quando Orlando regressou ao local tinha uma multa de 35 dólares no pára-brisas.
O novo pai vai então reclamar a multa e vai apresentar a filha, Miah, como álibi. "
Aqui

Se neste segundo caso, pode bem ter sucedido que o agente desconhecesse o acontecido, já no primeiro, temos como certo que o polícia deu primazia à multa em prejuízo do apoio total e incondicional que se impunha à vítima e às circunstâncias do acidente.

quarta-feira, 26 de maio de 2010




Conectando Mundos
É uma proposta didáctica de Educação para a Cidadania Global desenvolvida por quatro Organizações Não Governamentais europeias: Ucodep (Itália), Intermón Oxfam (Espanha), Inizjamed (Malta) e CIDAC (Portugal), com a intenção de que se produza uma transformação progressiva nos valores, atitudes e comportamentos dos nossos alunos e alunas, enquanto cidadãos conscientes da complexidade do mundo e participativos e comprometidos na construção de uma sociedade justa, equitativa e solidária.

Através da plataforma online http://www.conectandomundos.org/ permite-se a participação e o intercâmbio entre alunos e professores de diferentes realidades geográficas do globo.

Na sequência daquele, foi desenvolvido outro projecto, o Transformando Mundos”, que teve apresentação de resultados em Lisboa, no pretérito dia 22 de Maio, sob a forma de um recurso multimédia projectado para ser utilizado, no ensino formal e não formal, do pré-escolar ao Ensino Básico. A viagem de Yanah e Manuel pelo planeta Terra.
(Viagem repleta de personagens que vão tricotando o seu crescimento a partir das suas vivências, dúvidas e escolhas, e de desafios que levam a questionar e a agir, tornando este recurso uma ferramenta de apoio ao desenvolvimento de temas socialmente relevantes que permitem chamar a atenção sobre a existência de desigualdades entre pessoas, regiões e países.) .

Aceitando convite, tive o privilégio de assistir e ficar fascinado pelo trabalho que os professores/as) e alunos/as desenvolvveram.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O fenómeno mítico-lendário na literatura para a infância foi tema do III Congresso Internacional de Literatura Infantil, sob a égide da UTAD.

"Foi objectivo, promover uma reflexão pluridisciplinar no sentido de encontrar e fortalecer rumos conceptuais em relação às lendas e à sua reinterpretação junto das crianças, de forma a estimular nelas não só o gosto pela leitura, mas também pelo património cultural imaterial."

Acompanhámos e pudemos testemunhar o grande número de participantes e o grande e variado número de conferencistas, galegos, brasileiros e portugueses. O programa completo pode ser visto aqui.

A Dra Isilda Lourenço Afonso, nossa colaboradora, deslumbrou com a sua comunicação subordinada ao tema: "Mitos que deslumbram, valores que se descobrem ou sonhos escondidos".

Desigualdades!

...
O Principio da Igualdade é um dos maiores pilares das sociedades modernas e, dele resulta que devemos "tratar igualmente o que é igual e desigualmente o que é desigual".
.
Assim sendo, o que justifica que uma união de duas pessoas do mesmo sexo seja igual (mesma designação jurídica de casamento) a uma união de duas pessoas de sexo diferente?
(Não se questiona que todos possam ter os mesmos direitos e obrigações atribuídos ao cônjuges no matrimónio)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

premonição


A história repete-se inexoravelmente…

Na critica dos costumes, da política e da sociedade portuguesa de 1872, escrevia então Eça de Queiroz nas crónicas que publicava mensalmente, em fascículos (em dada altura também com Ramalho Ortigão):

"...Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito.
Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico … citam-se a par, a Grécia e Portugal"

EÇA DE QUEIRÓS - 1872 - in "AS FARPAS"

Este acertado juízo crítico na época mostra-se de tal maneira premonitório, que hoje só faltaria juntar-lhe a Islândia, a Irlanda, a Espanha ….

domingo, 9 de maio de 2010

Benfica





As emoções, por vezes pouco racionais, trazem-nos momentos de prazer e glória (por vezes, também de tristeza). E o futebol é um desses paradigmas, provoca emoções fortes e gosta-se ou simpatiza-se com um clube tal qual de um partido político, sem saber bem a razão da escolha ou como começou (acredito mesmo, que a relação de pertença a um clube é bem mais forte, podendo muitos mudar de partido político, mas poucos de clube). Agora exalta-se o BENFICA pela conquista do seu 32º campeonato.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Douro "terroir" do mundo.





Para Prats, antigo dono do Château Cos d'Estournel, em Bordeaux, e que actualmente desenvolve no Douro uma parceria com a Symington Family Estates, "a grande força do Douro em relação a Bordéus é o seu 'terroir', com cepas e estilo únicos, difíceis de transportar para fora da região".
Fotografias de Fernando Peneiras, http://fotografiafernandopeneiras.blogspot.com/

domingo, 2 de maio de 2010

Falta quem assuma a maternidade!


Na Comissão de Inquérito que decorre na Assembleia da República, o presidente do conselho de administração, Henrique Granadeiro, relativamente ao presidente da comissão administrativa, Zeinal Bava, da PT:

- "Bava assumiu a paternidade, eu assumo-me como a pílula do dia seguinte".


Com esta relação, é bem de ver que só nos falta quem assuma a maternidade.

sábado, 1 de maio de 2010

O complicómetro legislativo


Cada vez mais, os nossos legisladores enredam as leis numa teia labiríntica que apenas pode ser fruto de deficiente técnica legislativa ou, se consciente, ter por objectivo dificultar o seu acesso e conhecimento.
Até chegar à nova versão que entenderam dar a apenas 2 artigos....

Art. 1º do Dec.-Lei 35/2010, de 15 de Abril

Os artigos 143.º e 144.º do Código do Processo Civil aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de Dezembro de 1961, alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de Maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de Março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 de Julho, pela Portaria n.º 439/74, de 10 de Julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de Maio, 165/76, de 1 de Março, 201/76, de 19 de Março, 366/76, de 15 de Maio, 605/76, de 24 de Julho, 738/76, de 16 de Outubro, 368/77, de 3 de Setembro, e 533/77, de 30 de Dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de Maio, pelos Decretos -Leis n.os 513 -X/79, de 27 de Dezembro, 207/80, de 1 de Julho, 457/80, de 10 de Outubro, 224/82, de 8 de Junho, e 400/82, de 23 de Setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de Fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de Março, 242/85, de 9 de Julho, 381 -A/85, de 28 de Setembro, e 177/86, de 2 de Julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de Agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de Março, 321 -B/90, de 15 de Outubro, 211/91, de 14 de Junho, 132/93, de 23 de Abril, 227/94, de 8 de Setembro, 39/95, de 15 de Fevereiro, 329 -A/95, de 12 de Dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de Fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de Setembro, 125/98, de 12 de Maio, 269/98, de 1 de Setembro, e 315/98, de 20 de Outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de Janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de Setembro, e 183/2000, de 10 de Agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de Dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de Outubro, e 323/2001, de 17 de Dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de Fevereiro, e pelos Decretos--Leis n.os 38/2003, de 8 de Março, 199/2003, de 10 de Setembro, 324/2003, de 27 de Dezembro, e 53/2004, de 18 de Março, pela Leis n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de Março, pelas Leis n.º 14/2006, de 26 de Abril e 53 -A/2006, de 29 de Dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de Janeiro, 303/2007, de 24 de Agosto, 34/2008, de 26 de Fevereiro, 116/2008, de 4 de Julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de Agosto, e 61/2008, de 31 de Outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de Novembro, e pela Lei n.º 29/2009, de 29 de Junho, passam a ter a seguinte redacção: ...

Interessante explicação acerca de moral e ética