sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Blogs que se estimam

Agradeço à linda Austeriana, do clarices-bichocarpinteiro.blogspot a atribuição deste prémio ao cogitar. A distinção é grande, pois sempre lhe reconheci uma permanente e eficaz atitude crítica com os feitos e as atitudes humanas com que se cruza.

Agora, devo, assumir três compromissos, para além de publicitar o prémio “Há blogues viciantes” e endereçá-lo a dez outros blogs;

1. Tentarei ser mais arrumadinho, ordenando melhor as respostas ao expediente e ao atempado arquivamento, no escritório, e com coisas pessoais em casa;
2. Tentarei ouvir mais e não insistir na minha opinião mais que o estritamente necessário evitando conflitos espúrios;
3. Tentarei não me importar com os feitos e defeitos do meu Benfica;

domingo, 6 de setembro de 2009

Modelo de cérebro humano

A dificuldade será perceber como impulsos electroquímicos criam a realidade.

Os cientistas acreditam que poderão replicar o cérebro humano no prazo de uma década. Pelo menos, esta é a opinião do neurocientista Henry Markram, do Instituto do Cérebro, com sede na Suíça. "O cérebro humano é extremamente complexo porque tem triliões de sinapses, milhares de milhões de neurónios, milhões de proteínas e milhares de genes. Mas eles são finitos em número e a tecnologia de hoje já é muito sofisticada, permitindo-nos [usar o processo] de engenharia reversa", ou seja, descobrir como funciona o mecanismo. (...)

Vamos jogar e mostrar o cartão vermelho.
O convite veio da Martinha, do bairrodasmartas.blogspot.com e da Teresa Santos do blogcronicasdateresa.blogspot.com.

As regras do jogo são: Devemos atribuir dez cartões vermelhos a pessoas, comportamentos, factos que nos incomodem, que nos desagradem, com os quais não concordemos, podendo justificar querendo a punição. Depois, dar continuidade e desafiar cinco blogues.

Exibimos o cartão vermelho para:
1. A má educação ostensiva, a coscuvilhice e a dor de cotovelo;
2. A mentira compulsiva e a hipocrisia;
3. A insensibilidade aos dramas humanos;
4. Todas as violências sobre grupos indefesos, os burlões e criminosos reincidentes;
5. A posição dominante das empresas fornecedoras de serviços básicos de electricidade, gaz, etc. na sua relação com os consumidores, seus clientes;
6. A prepotência e intolerância;
7. A incompetência protegida;
8. O auto- convencimento e os que se julgam donos da verdade;
9. Os comentadores de todos os assuntos;
10. Aqueles poderosos que são fortes com os fracos e fracos com os fortes;

Haveria mais, muito mais, por exemplo a intransigência do adepto/sócio/simpatizante/militante que só vê virtudes no seu clube e/ou partido e tudo de errado nas ideias ou pessoas dos outros clubes ou partidos. Enfim.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A pena de morte e a justiça dos homens


Homem executado no Texas há cinco anos seria inocente

Tudo leva agora a crer que Todd Willingham, executado em 2004 no Texas, estava inocente. Uma notícia que está a chocar os EUA, país onde são administradas anualmente, em média, 50 injecções letais.
Todd Willingham, tinha 23 anos quando as suas três filhas morreram num incêndio na casa de família. Aos 24 anos foi condenado por fogo posto. Foi executado 12 anos depois.

Durante 12 anos proclamou a sua inocência até ser executado.

"A sua história, contém todos os ingredientes clássicos de erro judicial: condenação com base em relatórios sobre o local do incêndio, ausência de provas periciais, um psiquiatra que descreve Willingham como um "sociopata muito perigoso" sem nunca o ter examinado, testemunhas que modificam as declarações a favor da acusação…"

Agora, um relatório entregue em Agosto deste ano à comissão de ética do Texas, um especialista em incêndios conclui, tal como outros dois peritos o tinham feito em 2004 e 2006, que o incêndio foi "acidental”.

É por isso que, ao mesmo tempo que urge repensar a existência da pena de morte, temos de continuar a dar primazia ao princípio “In dubio pro reo”, no pressuposto de que é sempre preferível deixar em liberdade um criminoso do que prender ou matar um inocente.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A ética e a razão


Uma equipa de investigadores da Rotman School of Management, da Universidade de Toronto, Canadá, concluiu que as decisões éticas são mais intuitivas que racionais.

Habituados a pensar que a ética implica a razão, e que é um atributo humano livre de emoções, os investigadores constataram que quando realizamos qualquer acto pelos outros somos mais generosos se nos deixamos levar pelos nossos sentimentos, do que se nos detivermos a pensar no que vamos fazer.

Altruísmo e linguagem
Numa experiência, foram feitas dois tipos de perguntas aos participantes:
- “que quantidade de dinheiro decidiriam doar?” ou
- “que quantidade de dinheiro gostariam de doar?”

Perante uma mesma situação altruísta. Esta leve diferença na forma de perguntar, levou a atitudes mentais diferentes, com resultados diferentes: o grupo a quem se perguntou que “decidisse” quanto dinheiro dar, doou muito menos dinheiro que o grupo que doou em função dos seus próprios desejos ou sentimentos.

Concluindo os cientistas que os processos de deliberação tendem a orientar os nossos actos na prossecução de resultados tangíveis, reduzindo tanto as emoções como a compaixão.

A moral não é fruto da razão
O papel da razão consciente foi sempre associado a uma ética superior: Platão, na Antiguidade, e outros pensadores dos séculos XVII e XVIII, como Cudworth, Cumberland ou Clarke, defendem que as decisões morais são fruto da razão.
Contudo, estes investigadores dizem agora na revista Journal of Business Ethics, que o tempo para pensar aumenta a consciência moral do que se decide e, portanto, a tendência para escolher soluções mais éticas. Para eles, parece que quanto maior é o tempo de deliberação menos éticas são as nossas decisões.

Ética compensatória
Por outro lado, os que realizaram uma primeira acção de alto conteúdo ético, comportaram-se de maneira significativamente menos ética nas actuações posteriores e, vice-versa, isto é, os que inicialmente foram pouco éticos, seguiram um comportamento muito mais ético nas decisões seguintes.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

As primeiras aulas




Aproxima-se o primeiro dia de aulas que, para milhares de crianças, é sinónimo de grande ansiedade. A entrada para o 1º ano de escolaridade é verdadeiramente a primeira fase de separação entre as crianças e a família, o que pode originar vários problemas comportamentais e psicológicos, exigindo uma atenção redobrada e intervenção precoce. As que frequentaram jardins-de-infância não terão tantas dificuldades. “O 1º Ciclo é um marcador importante do percurso de vida das crianças. Se os momentos de inserção correrem bem vão marcar profundamente a criança, criando potencialidades para que a sua vida seja bem-sucedida. Se houver algum problema que não seja resolvido, pode gerar dificuldades, que precisam de acompanhamento técnico”, explica o psicólogo José Carlos Garrucho.

A fase de adaptação às novas exigências da escola nem sempre é bem-sucedida, já que o excesso de horas na escola e a sobrecarga de trabalhos de casa levam a uma drástica limitação do tempo dedicado a actividades lúdicas.

Do universo de cerca de 1,6 milhões de alunos, do Básico e Secundário, mais de 120 mil são crianças que entram na escola pela primeira vez.
Joana Nogueira / M.L./ E.N
Foto: Carla Pacheco, Correio da Manhã (adaptado)

Justiça a quatro vozes



Reuniões informais" mantidas entre Alberto Costa, ministro da Justiça, Pinto Monteiro, procurador-geral da República, Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, e Noronha Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, deram origem a um livro. Chama-se "Justiça 2009", nasceu sob o signo do diálogo entre os responsáveis pelo sector e hoje, no dia em terminam as férias judiciais é apresentado no Centro de Estudos Judiciários. O livro não esconde a divergência de opiniões entre as quatro maiores figuras do sistema de Justiça.

O ministro Alberto Costa argumenta que as suas reformas produziram frutos e permitiram inverter a tendência de acumulação de processos nos tribunais. Em contraste, os outros, assumem que a crise está instalada na Justiça.
O bastonário Marinho e Pinto é o mais cáustico. Considera que a reforma "desjudicializante" em curso é um "perigoso retrocesso civilizacional" (…) sem advogados, diz, "o poder judicial rapidamente degeneraria para uma imensa feira de vaidades e consumir-se-ia numa rotina burocrática e autoritária".
Pinto Monteiro, apela a que se evitem "manifestações de corporativismo". Lamenta a "excessiva demora na resposta às solicitações do Ministério Público" e considera inadmissível que a actuação dos investigadores seja limitada por falta de informação das entidades públicas.
Pinto Monteiro e Marinho e Pinto partilham um único ponto: ”mais do que um poder, a justiça é um serviço público (..) que não tem donos.
Noronha Nascimento sustenta a tese de que é a economia que "vandaliza os tribunais". O presidente do Supremo acredita que atrás da crise financeira virá um boom de actividade processual, com mais acções de cobrança de dívidas, insolvências, despedimentos e "uma criminalidade agravada" pelo desemprego entre as camadas jovens. Ao livro falta um preâmbulo ou introdução que desvende o contexto em que foi preparado.
Inês Cardoso, Publicado em 01 de Setembro de 2009 Ionline (adaptado)

Continuam a lançar os dados.....