segunda-feira, 11 de maio de 2009

Inteligência e presunção

“O maior prazer de um homem inteligente é fazer de idiota, diante de um idiota que faz de inteligente”.

O idiota
Conta-se que numa pequena localidade do interior, um grupo de pessoas divertia-se com o idiota da aldeia. Um pobre coitado tido de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e sobretudo de esmolas. Diariamente, eles chamavam-no ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe a escolha entre duas moedas – uma grande de 50 cêntimos e outra menor, de 1 euro. Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos.
- Eu sei; respondeu o homem que afinal não era assim tão tolo – ela vale metade do valor, mas no dia em que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou ganhar mais nenhuma moeda.
Moral da história:
1ª - Quem parece idiota, nem sempre é.
2ª - Se você for demasiado ganancioso, pode acabar por perder a sua fonte de rendimentos. (a galinha dos ovos de ouro)
3ª - Podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
4ª - O que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente nós somos.

(…)
in, http://relances.blogspot.com/2009/04/o-idiota.html (adaptado)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Lamego: O Escutismo em Comemoração


No dia 1 de Maio, pelas 22h, no auditório do Salão Apostólico de Almacave, comemoraram-se os 80 anos de Escutismo em Lamego, do Corpo Nacional de Escutas, que aqui teve a sua luz pela mão de Monsenhor Aníbal Rebelo Bastos, em 24 e Março de 1929.
Começou com uma brilhante prelecção pelo Sr. Padre, Dr. João André, que de modo coloquial e dirigindo-se em especial aos escutas, reavivou as virtudes e os valores do escutismo.
Seguiu-se uma acolhedora e intimista sessão de apresentação do livro de António Dias Grancho, “Memórias de um Escuteiro…Do Agrupamento 140”, pela Dra. Isilda Lourenço Afonso que, de uma forma singularmente atractiva e fundamentada, prendeu a atenção dos escutas, familiares e amigos que enchiam o auditório. Do autor, se disse que viveu em Lamego, onde mantém família e amigos e é visita assídua, cidade onde se iniciou como escuteiro (foi Lobito), foi militar, professor de Educação Física no Patronato e Seminário.
Da obra e do seu autor, a Dra. Isilda L. Afonso realçou o seu espírito humanista de quem sempre soube honrar a educação do berço, o seu fino trato e o sorriso contagiante, a formação, os princípios e a nobreza de carácter por que se orientam, igualmente, aqueles que passam (ou ainda pertencem) a esta Escola de verdadeiros Cidadãos – o CNE.
A longa amizade com o autor, levaram-na a transportar-nos a todos até África através da projecção de fotografias da época, fazendo-nos recordar a uns, e vivenciar a outros, a estreita vida familiar e comunitária. A paixão do autor, António Dias Grancho, pelos valores escutistas, que continua a praticar e veicular, não obstante os seus 87 anos, justifica que se traga à colação a afirmação do Rei D. Duarte, no Livro dos Conselhos: “Não deixes de ser a criança que foste”.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Vencer a adversidade

Quem perde os seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo.
(Autor desconhecido)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Humor e sensibilidade

O prometido é devido, e o episódio do marinheiro Veloso, descrito por Camões no canto V, merece ser recordado. É uma das poucas estrofes dos Lusíadas que recitei, ao longo dos anos, com humor, em encontros de amigos.
Esta estrofe mostra-nos, por um lado, a camaradagem alegre da vida a bordo e, por outro, a multifacetada capacidade de Camões em fazer humor a par das adversidades da viagem marítima. E que humor fino e de bom gosto!
Relembrando;
A armada de Vasco da Gama tinha acabado de aportar na ilha de Santa Helena, e o marinheiro Veloso, de espírito aventureiro e gabarola, resolveu sair do barco, sozinho e correr em terra firme, monte acima. Quase de imediato, surge a correr a toda a pressa, perseguido por vários nativos, tendo que ser socorrido e defendido pelos colegas, e recolhido à pressa por um batel.
Já salvos, em alto mar, os colegas gozam com ele dizendo-lhe que tinha sido mais fácil descer o monte do que subi-lo. O marinheiro Veloso não se desconcertou e, com bazófia, logo lhes respondeu que apenas correra à frente dos nativos por se ter lembrado que os companheiros estavam no batel, sem a ajuda dele, para se defenderem.

Disse então a Veloso um companheiro
(Começando-se todos a sorrir):
– «Olá, Veloso amigo, aquele outeiro
É melhor de descer que de subir...»
– «Sim, é, – responde o ousado aventureiro
–Mas, quando eu para cá vi tantos vir
Daqueles cães, depressa um pouco vim,
Por me lembrar que estáveis cá sem mim.»
(canto V, 35)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cogitando o passado V

Há pouco, num encontro ocasional, dizia à minha amiga Lídia que iria relembrar uma estrofe de Camões que guardo desde os tempos do liceu e nunca me cansei de a recitar em encontro de amigos. Trata-se do melhor e mais fino humor que conheço e, se pensarmos que foi escrita no séc. XVI, mais deslumbrante se torna.

Criado que ficou o suspense, por agora, vou apenas aproveitar o tempo de festejo da liberdade que emana de Abril, para divagar sobre uma das formas como aquela se pôde exteriorizar, ainda em Camões. É que, de forma breve, também falámos de liberdade. Então, à minha mente, veio a ainda próxima censura do Estado Novo, ou a mais longínqua do Pretório da Santa Inquisição em cujo contexto, Frei Bartolomeu Ferreira, censor do Santo Ofício, redigiu o parecer que deu luz verde à publicação dos Lusíadas.
O Censor conheceu versos de luxúria, os roxos lírios de Vénus, o incontido desejo sexual de Júpiter, a bela Tétis, as musas, sereias e tágides:

Vestida üa camisa preciosa
Trazia, de delgada beatilha,
Que o corpo cristalino deixa ver-se,
Que tanto bem não é para esconder-se.
(Canto VI, 21)

Sigamos estas deusas e vejamos
Se fantásticas são, se verdadeiras!
Isto dito, velozes como gamos,
Se lançam a correr pelas ribeiras...
(Canto IX, 70)

No fim, tudo lido e ponderado, concluiu: Vi por mandado da santa & geral inquisição estes dez Cantos dos Lusiadas de Luis de Camões, dos valerosos feitos em armas que os Portugueses fizerão em Asia & Europa, e não achey nelles cousa algua escandalosa nem contrária â fe & bõs custumes...”
Ficou como um exemplo de visão de futuro, verticalidade e liberdade de determinação, realçada pelo contexto histórico em que foi proferida. Frei Bartolomeu, apenas perante tanto politeísmo pagão limitou-se a advertir e explicar: isto he Poesia & fingimento (...) e por isso me pareceo o liuro de se imprimir. “

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Abril com a Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam
como estas árvores que gritam
em bebedeiras de azul.
(...)
Eles não sabem nem sonham
que o sonho comanda a vida
que sempre que o homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos duma criança.
(António Gedeão - http://www.youtube.com/watch?v=WRFhuKWLDeM)

sábado, 18 de abril de 2009

Vencer a apatia

"O optimista vê uma oportunidade em cada perigo; o pessimista vê perigo em cada oportunidade". Winston Churchill

Continuam a lançar os dados.....