terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ordens Profissionais versus Professores

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Dizem que, Deus que é Deus não agradou a todos.

Não é difícil testemunhar a proposição supra, independentemente da profissão ou não da fé, pois todos intuímos facilmente o quanto é difícil, se não impossível, alguém agradar a todos. A melhor comprovação é o actual e dominante sistema político de escolha dos representantes do povo. A democracia, na sua essência, pressupõe a coexistência de alternativas de pensamento e de tomada do poder.
Mas não é de política que me propunha escrever, mas sim sobre a existência das ORDENS profissionais.

Como é do conhecimento de todos, tradicionalmente este conceito de Ordem sempre esteve ligado a profissões que tinham um reduzido número de membros de iguais direitos e formação, e constituíam um grupo socialmente prestigiado, como era o caso dos médicos e advogados.
É curioso trazer agora e aqui à colação, que começam a surgir no seio dos advogados quem defenda a sua extinção e, em sua substituição, o surgimento de associações sindicais. Argumentam que a Ordem apenas tem servido de sorvedouro das suas quotizações, sem que tenham contrapartidas, sobretudo fora dos grandes centros, admitindo-se que nestes haverá maior acesso à biblioteca própria, conferências ou acções de actualização, ainda assim quase sempre pagas. Começa, nalguns advogados, a reinar a sensação de abandono e ineficácia da sua Ordem e portanto injustificada a sua existência. Há quem veja a sua ordem apenas como órgão disciplinador, que aplica sanções aos seus pares, de forma indiscriminada e nem sempre justa. Paralelamente, germina a opinião que os senhores bastonários se têm servido do alto relevo do cargo para obter sucessos pessoais. Adiantam-se os casos dos bastonários que precederam o actual, José Miguel Júdice que divergiu do partido social democrata, onde foi com Durão Barroso, Marcelo Rebelo de Sousa e Santana Lopes promotor de movimento interno de opinião, para a maioria socialista no poder. Este, terá defendido publicamente que o Estado deveria sempre munir-se de pareceres dos quatro maiores escritórios de advogados, em assuntos concretos, entre os quais logo adiantou o seu escritório, o que aliás, acabou por lhe ocasionar um processo disciplinar interno, este também de contornos rocambolescos no seu desenrolar. Quanto ao bastonário seguinte, Rogério Alves acabou por se tornar advogado do casal McCann, no caso altamente mediatizado do desaparecimento da filha Maddie, escolha para a qual o bastonato terá contribuido.
Mas existe ainda outro motivo de desconforto no seio dos advogados, que é o do reconhecimento dos conhecimentos especializados e dos interesses que ali pululam.
Aliás, óbice impeditivo semelhante estaria no nascimento da Ordem dos Professores, onde se congregariam membros dos vários níveis de ensino, com formações muito diferenciadas, desde os professores do ensino básico, à educação pré-escolar e ao superior.
Como obstáculo à fácil criação da Ordem dos professores acresce outro factor de especial relevância que é o dos professores não serem, como os médicos, engenheiros, arquitectos ou advogados, trabalhadores independentes, mas sim assalariados.
Lembre-se, que é impedimento ao exercício da profissão de advogado, o trabalho por conta doutrem que ponha em causa a independência e isenção da opinião profissional, o que pressupõe a cessação da inscrição ou a suspensão na Ordem enquanto se mantiver aquele condicionamento.
Pois bem, e para terminar, os professores são trabalhadores do Estado, agora designados trabalhadores que exercem funções públicas, percebendo-se com dificuldade que a entidade patronal Estado, ceda a uma Ordem dos professores o seu poder disciplinar ou a possibilidade de em qualquer momento lhe modificar o quadro ético e deontológico que os rege, mormente o citado decreto-lei nº n.º 240/2001, de 30 de Agosto. Claro que, o que vimos de dizer, poderia ser porventura diferente se o universo fosse o dos professores do ensino particular e cooperativo. Fica à reflexão.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

PRÉMIO DARDOS !!

Pois, mais um prémio. Não estão a ser justos. Não só o Blog não o merece, como eu não tenho aptidão para concorrer a prémios. Enfim, a Paula do VIAJAR PELA LEITURA, esse sim Blog que se veja, e que decidiu fazer a homenagem, não tem culpa das minhas fragilidades e inconsistências, daí se impõe, claro, o agradecimento deste pobre e simples Blog por mais uma distinção. Muito obrigado à Paula e ao seu belo Blogue.

"O Prémio Dardos se reconhece os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."

Possui três regras:1- aceitar exibir a imagem.2- Linkar o blog do qual recebeu o prémio.3- Escolher 15 blogs para entregar o Prémio Dardos. Dando seguimento, serão:

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Prémio "Vale a pena acompanhar este Blog"

Fomos premiados pelos Blogs amigos Floresta de leituras e Viajar pela Leitura. Estamos convencidos que não merecemos a distinção. O nosso Blog dá ainda os primeiros passos e não conseguimos dar-lhe a atenção e disponibilizar-lhe o tempo que gostaríamos. As diversas solicitações consomem tempo e dispersam a nossa energia, mas não será por isso que iremos querer menos à nossa criação. A ligação é e será sempre umbilical. Muito bem hajam.
As regras:
- Exibir a imagem;
- Linkar o Blog do qual recebeu o prêmio;

- Escolher 15 Blogs para entregar os prêmios e avisá-los.
São eles :
. V
iajar pela leitura...
. Floresta das leituras
. Fascínio das palavras
. Saber é connosco
. Ao sabor dos livros
. As leituras da Maggie
. Viagem nas leituras
. Os livros
. Estante de livros
. A viajar pela literatura
. Na companhia dos livros
. Quarta república
. Senso jurídico
. Abrupto
. Sine Die

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

DIREITO E CIDADANIA


APRESENTAÇÃO DA OBRA "MANUAL DE DIREITO E CIDADANIA"
de Iva Carla Vieira, José Henriques e Olímpio Castilho


A Obra será apresentada pelo Dr. Orlando Fernandes, com a presença do Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Marinho Pinto, 13 de Fevereiro de 2009, às 21h30m.

ALMEDINA, Arrábida Shopping, Loja 290, Piso 2 Praceta Henrique Moreira, 244 Afurada, 4400-475 V. N. Gaia.


Um amigo que tem o hábito de me notificar dos eventos que sabem ser do meu interesse, fez o favor, uma vez mais, de me dar a conhecer este lançamento. Tenho para mim, que quem puder estar presente não dará o tempo dispensado por mal empregue. A obra, os autores e o apresentador são disso garantia. Também o senhor Bastonário da Ordem dos Advogados tem erguido a voz, sem receio, em defesa dos mais elementares direitos fundamentais do cidadão e de cidadania.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Maria, a maior educadora da História

"Dez Princípios que Maria Utilizou para educar o menino Jesus"

Sinospe: "O melhor educador não é o que controla, mas o que liberta. Não é o que aponta erros, mas o que os previne. Não é o que corrige comportamentos, mas o que ensina a reflectir. Não é o que desiste facilmente, mas o que estimula sempre a começar de novo. Neste novo livro, Augusto Cury esclarece o quão importante Maria foi para a formação do homem que dividiu a história, Jesus Cristo.
Dentre aqueles que poderiam educar o menino Jesus havia milhares de candidatos, mas uma jovem destacou-se diante do olhar do Autor da existência. Seu nome: Maria. Ela tornou-se a mulher mais famosa da História. A única exaltada em dois livros sagrados, a Bíblia e o Alcorão. Entretanto, sua personalidade continua sendo uma das mais desconhecidas.
Quem foi Maria? O que ela tinha de especial? Agora o autor analisa do ponto de vista da Psicologia, Psiquiatria e Pedagogia sua personalidade e em especial os dez princípios que ela utilizou na educação do menino Jesus. Não é uma análise nem católica nem protestante, mas investigativa."
"Augusto Jorge Cury (Colina, 2 de Outubro de 1958) é médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor brasileiro. Desenvolveu a teoria da inteligência multifocal, sobre o funcionamento da mente e o processo de construção do pensamento. Seus livros já venderam mais de 5 milhões de exemplares no Brasil.
É pesquisador na área de qualidade de vida e desenvolvimento da inteligência, abordando a natureza, a construção e a dinâmica da emoção e dos pensamentos. Desenvolve na Espanha pesquisa em Ciências da Educação na área de qualidade de vida. Publicado em mais de 40 países, Cury foi conferencista no 13° Congresso Internacional sobre Intolerância e Discriminação da Universidade BYU, nos Estados Unidos. É doutor honoris causa pela UNIFIL (Centro Universitário Filadélfia, em Londrina) e membro de honra da Academia de Sobredotados do Instituto da Inteligência, da cidade do Porto, Portugal. Além disso, ele é director da Academia de Inteligência, instituto que promove treinos em educadores e no público em geral. Em Março de 2008, foi criado o Centro de Estudos Augusto Cury, em Portugal, estando o mesmo integrado no Instituto da Inteligência daquele país."

in Wikipédia


Tranquilidade é uma coisa rara de encontrar nos dias de hoje, Augusto Cury faz várias reflexões sobre a vida actual, sobre os valores, sobre a inteligência, sobre os conhecimentos, sobre o saber... Uma leitura gratificante, enriquecedora e apaziguadora.

Verticalidade e bom senso


Há dias, um aprendiz de jornalista brasileiro de Porto Alegre, de seu nome Polibio Braga, publicou a seguinte notícia: in http://www.polibiobraga.com.br/

"Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento. Há apenas uma semana, em apenas quatro anos, o editordesta página visitou pela quinta vez Lisboa, arrependendo-se pela quarta vez de ter feito isto.Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento. É como visitar a casa de um parente malquisto, invejoso e mal educado. Na sexta e no sábado, dias 24 e 25, Portugal submergiu diante de um dilúvio e mais uma vez mostrou suas mazelas. O País real ficou diante de todos. Portugal é bonito por fora e podre por dentro. O dinheiro que a União Europeia alcançou generosamente para que os portugueses saíssem do buraco e alcançassem seus sócios, foi desperdiçado em obras desnecessárias ou suntuosas. Hoje, existe obra demais e dinheiro de menos. O pior de tudo é que foi essa gente que descobriu e colonizou o Brasil. É impossível saber se o pior para os brasileiros foi a herança maldita portuguesa ou a herança maldita católica. Talvez as duas."


Esta Nota mereceu a seguinte resposta do nosso Embaixador:


"Brasília, 8 de Dezembro de 2006 Senhor Políbio Braga Um cidadão brasileiro,que faz o favor de ser meu amigo, teve a gentileza de me dar a conhecer uma nota que publicou no seu site, na qual comentava aspectos relativos à sua mais recente visita a Portugal. Trata-se de um texto muito interessante, pelo facto de nele ter a apreciável franqueza de afirmar, com todas as letras, o que pensa de Portugal e dos portugueses. O modo elegante como o faz confere-lhe, aliás, uma singular dignidade literária e até estilística. Mas porque se limita apenas a uma abordagem em linhas muito breves, embora densas e ricas de pensamento, tenho que confessar-lhe que o seu texto fica-nos a saber a pouco. Seria muito curioso se pudesse vir a aprofundar, com maior detalhe, essa sua aberta acrimónia selectiva contra nós. Por isso lhe pergunto: não tem intenção de nos brindar com um artigo mais longo, do género de ensaio didáctico, onde possa dar-se ao cuidado de explanar, com minúcia e profundidade, sobre o que entende ser a listagem de todas as nossas perfídias históricas, das nossas invejazinhas enraizadas, dos inumeráveis defeitos que a sua considerável experiência com a triste realidade lusa lhe deu oportunidade de decantar? Seria um texto onde, por exemplo, poderia deter-se numa temática que, como sabe, é comum a uma conhecida escola de pensamento, que julgo também partilhar: a de que nos caberá, pela imensidão dos tempos, a inapelável culpa histórica no que toca aos resquícios de corrupção, aos vícios de compadrio e nepotismo (veja-se, desde logo, a última parte da Carta de Pêro Vaz de Caminha), que aqui foram instilados, qual vírus crónico, para o qual, nem os cerca de dois séculos, que se sucederam ao regresso da maléfica Corte à fonte geográfica de todos os males, conseguiram ainda erradicar por completo. Permita-me, contudo,uma perplexidade: porquê essa sua insistência e obcecação em visitar um país que tanto lhe desagrada? Pela quinta vez, num espaço de quatro anos? Terá que reconhecer que parece haver algo de inexoravelmente masoquista nessa sua insistente peregrinação pela terra de um "parente malquisto, invejoso e mal educado". Ainda pensei que pudesse ser a Fé em Nossa Senhora de Fátima o motivo sentimental dessa rotina, como sabe comum a muitos cidadãos brasileiros, mas o final do seu texto, ao referir-se à "herança maldita católica", afasta tal hipótese e remete-o para outras eventuais devoções alternativas. Gostava que soubesse que reconheço e aceito, em absoluto, o seu pleníssimo direito de pensar tão mal de nós, de rejeitar a "herança maldita portuguesa" (na qual, por acaso, se inscreve a Língua que utiliza). Com isso, pode crer, ajuda muito um país, que aliás concede ser "bonito por fora" (valha-nos isso!), a ter a oportunidade de olhar severamente para dentro de si próprio, através da arguta perspectiva crítica de um visitante crónico, quiçá relutante. E porque razão lhe reconheço esse direito? Porque, de forma egoísta, eu também quero usufruir da possibilidade de viajar, cada vez mais, pelo maravilhoso país que é o Brasil, de admirar esta terra, as suas gentes, na sua diversidade e na riqueza da sua cultura (de múltiplas origens, eu sei). Só que, ao contrário de si, eu tenho a sorte de gostar de andar por onde ando e você tem o lamentável azar de se passear com insistência (vá-se lá saber porquê!), pela triste terra dessa "gente que descobriu e colonizou o Brasil". Em má hora, claro! Da próxima vez que se deslocar a Portugal (porque já vi que é um vício de que não seliberta) espero que possa usufruir de um tempo melhor, sem chuvas e sem um "dilúvio" como o que agora tanto o afectou. E, se acaso se constipou ou engripou com o clima, uma coisa quero desejar-lhe, com a maior sinceridade: cure-se! Com a retribuída cordialidade de Francisco Seixas da Costa, Embaixador de Portugal no Brasil."

Inter alia


Cogitar não pode deixar de se associar e publicitar, cum permissa venia (com o devido consentimento), a conferência:


Ética e Responsabilidade Política
10-02-2009
A Ética e a Responsabilidade Política vão estar em debate numa conferência organizada pela SEDES, no próximo dia 16 de Fevereiro, pelas 21h30, nas instalações da SEDES, R. Duque de Palmela, n. 2, 4º Dtº, em Lisboa. O Juiz Ramos Soares, que integrou a comissão coordenadora do projecto "Compromisso Ético dos Juízes Portugueses”, será orador seguindo-se um debate moderado por Fernando Negrão. A entrada é livre. >> Mais informações em:http://cidadaoscontracorrupcao.blogspot.com/2009/01/conferencia-etica-e-responsabilidade.html

Continuam a lançar os dados.....