quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Maria, a maior educadora da História

"Dez Princípios que Maria Utilizou para educar o menino Jesus"

Sinospe: "O melhor educador não é o que controla, mas o que liberta. Não é o que aponta erros, mas o que os previne. Não é o que corrige comportamentos, mas o que ensina a reflectir. Não é o que desiste facilmente, mas o que estimula sempre a começar de novo. Neste novo livro, Augusto Cury esclarece o quão importante Maria foi para a formação do homem que dividiu a história, Jesus Cristo.
Dentre aqueles que poderiam educar o menino Jesus havia milhares de candidatos, mas uma jovem destacou-se diante do olhar do Autor da existência. Seu nome: Maria. Ela tornou-se a mulher mais famosa da História. A única exaltada em dois livros sagrados, a Bíblia e o Alcorão. Entretanto, sua personalidade continua sendo uma das mais desconhecidas.
Quem foi Maria? O que ela tinha de especial? Agora o autor analisa do ponto de vista da Psicologia, Psiquiatria e Pedagogia sua personalidade e em especial os dez princípios que ela utilizou na educação do menino Jesus. Não é uma análise nem católica nem protestante, mas investigativa."
"Augusto Jorge Cury (Colina, 2 de Outubro de 1958) é médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor brasileiro. Desenvolveu a teoria da inteligência multifocal, sobre o funcionamento da mente e o processo de construção do pensamento. Seus livros já venderam mais de 5 milhões de exemplares no Brasil.
É pesquisador na área de qualidade de vida e desenvolvimento da inteligência, abordando a natureza, a construção e a dinâmica da emoção e dos pensamentos. Desenvolve na Espanha pesquisa em Ciências da Educação na área de qualidade de vida. Publicado em mais de 40 países, Cury foi conferencista no 13° Congresso Internacional sobre Intolerância e Discriminação da Universidade BYU, nos Estados Unidos. É doutor honoris causa pela UNIFIL (Centro Universitário Filadélfia, em Londrina) e membro de honra da Academia de Sobredotados do Instituto da Inteligência, da cidade do Porto, Portugal. Além disso, ele é director da Academia de Inteligência, instituto que promove treinos em educadores e no público em geral. Em Março de 2008, foi criado o Centro de Estudos Augusto Cury, em Portugal, estando o mesmo integrado no Instituto da Inteligência daquele país."

in Wikipédia


Tranquilidade é uma coisa rara de encontrar nos dias de hoje, Augusto Cury faz várias reflexões sobre a vida actual, sobre os valores, sobre a inteligência, sobre os conhecimentos, sobre o saber... Uma leitura gratificante, enriquecedora e apaziguadora.

Verticalidade e bom senso


Há dias, um aprendiz de jornalista brasileiro de Porto Alegre, de seu nome Polibio Braga, publicou a seguinte notícia: in http://www.polibiobraga.com.br/

"Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento. Há apenas uma semana, em apenas quatro anos, o editordesta página visitou pela quinta vez Lisboa, arrependendo-se pela quarta vez de ter feito isto.Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento. É como visitar a casa de um parente malquisto, invejoso e mal educado. Na sexta e no sábado, dias 24 e 25, Portugal submergiu diante de um dilúvio e mais uma vez mostrou suas mazelas. O País real ficou diante de todos. Portugal é bonito por fora e podre por dentro. O dinheiro que a União Europeia alcançou generosamente para que os portugueses saíssem do buraco e alcançassem seus sócios, foi desperdiçado em obras desnecessárias ou suntuosas. Hoje, existe obra demais e dinheiro de menos. O pior de tudo é que foi essa gente que descobriu e colonizou o Brasil. É impossível saber se o pior para os brasileiros foi a herança maldita portuguesa ou a herança maldita católica. Talvez as duas."


Esta Nota mereceu a seguinte resposta do nosso Embaixador:


"Brasília, 8 de Dezembro de 2006 Senhor Políbio Braga Um cidadão brasileiro,que faz o favor de ser meu amigo, teve a gentileza de me dar a conhecer uma nota que publicou no seu site, na qual comentava aspectos relativos à sua mais recente visita a Portugal. Trata-se de um texto muito interessante, pelo facto de nele ter a apreciável franqueza de afirmar, com todas as letras, o que pensa de Portugal e dos portugueses. O modo elegante como o faz confere-lhe, aliás, uma singular dignidade literária e até estilística. Mas porque se limita apenas a uma abordagem em linhas muito breves, embora densas e ricas de pensamento, tenho que confessar-lhe que o seu texto fica-nos a saber a pouco. Seria muito curioso se pudesse vir a aprofundar, com maior detalhe, essa sua aberta acrimónia selectiva contra nós. Por isso lhe pergunto: não tem intenção de nos brindar com um artigo mais longo, do género de ensaio didáctico, onde possa dar-se ao cuidado de explanar, com minúcia e profundidade, sobre o que entende ser a listagem de todas as nossas perfídias históricas, das nossas invejazinhas enraizadas, dos inumeráveis defeitos que a sua considerável experiência com a triste realidade lusa lhe deu oportunidade de decantar? Seria um texto onde, por exemplo, poderia deter-se numa temática que, como sabe, é comum a uma conhecida escola de pensamento, que julgo também partilhar: a de que nos caberá, pela imensidão dos tempos, a inapelável culpa histórica no que toca aos resquícios de corrupção, aos vícios de compadrio e nepotismo (veja-se, desde logo, a última parte da Carta de Pêro Vaz de Caminha), que aqui foram instilados, qual vírus crónico, para o qual, nem os cerca de dois séculos, que se sucederam ao regresso da maléfica Corte à fonte geográfica de todos os males, conseguiram ainda erradicar por completo. Permita-me, contudo,uma perplexidade: porquê essa sua insistência e obcecação em visitar um país que tanto lhe desagrada? Pela quinta vez, num espaço de quatro anos? Terá que reconhecer que parece haver algo de inexoravelmente masoquista nessa sua insistente peregrinação pela terra de um "parente malquisto, invejoso e mal educado". Ainda pensei que pudesse ser a Fé em Nossa Senhora de Fátima o motivo sentimental dessa rotina, como sabe comum a muitos cidadãos brasileiros, mas o final do seu texto, ao referir-se à "herança maldita católica", afasta tal hipótese e remete-o para outras eventuais devoções alternativas. Gostava que soubesse que reconheço e aceito, em absoluto, o seu pleníssimo direito de pensar tão mal de nós, de rejeitar a "herança maldita portuguesa" (na qual, por acaso, se inscreve a Língua que utiliza). Com isso, pode crer, ajuda muito um país, que aliás concede ser "bonito por fora" (valha-nos isso!), a ter a oportunidade de olhar severamente para dentro de si próprio, através da arguta perspectiva crítica de um visitante crónico, quiçá relutante. E porque razão lhe reconheço esse direito? Porque, de forma egoísta, eu também quero usufruir da possibilidade de viajar, cada vez mais, pelo maravilhoso país que é o Brasil, de admirar esta terra, as suas gentes, na sua diversidade e na riqueza da sua cultura (de múltiplas origens, eu sei). Só que, ao contrário de si, eu tenho a sorte de gostar de andar por onde ando e você tem o lamentável azar de se passear com insistência (vá-se lá saber porquê!), pela triste terra dessa "gente que descobriu e colonizou o Brasil". Em má hora, claro! Da próxima vez que se deslocar a Portugal (porque já vi que é um vício de que não seliberta) espero que possa usufruir de um tempo melhor, sem chuvas e sem um "dilúvio" como o que agora tanto o afectou. E, se acaso se constipou ou engripou com o clima, uma coisa quero desejar-lhe, com a maior sinceridade: cure-se! Com a retribuída cordialidade de Francisco Seixas da Costa, Embaixador de Portugal no Brasil."

Inter alia


Cogitar não pode deixar de se associar e publicitar, cum permissa venia (com o devido consentimento), a conferência:


Ética e Responsabilidade Política
10-02-2009
A Ética e a Responsabilidade Política vão estar em debate numa conferência organizada pela SEDES, no próximo dia 16 de Fevereiro, pelas 21h30, nas instalações da SEDES, R. Duque de Palmela, n. 2, 4º Dtº, em Lisboa. O Juiz Ramos Soares, que integrou a comissão coordenadora do projecto "Compromisso Ético dos Juízes Portugueses”, será orador seguindo-se um debate moderado por Fernando Negrão. A entrada é livre. >> Mais informações em:http://cidadaoscontracorrupcao.blogspot.com/2009/01/conferencia-etica-e-responsabilidade.html

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cogitando os conceitos


As noções, os axiomas, as regras ou os conceitos ajudam a explicitar a exteriorização do nosso pensamento. Ajudam a concretizar e a delimitar as nossas ideias, face a interpretações dúbias, simuladas ou apenas próximas. Daí, deixarmos os conceitos básicos e simples seguintes (de entre muitos outros mais elaborados e mais complexos).



Ética

De uma forma muito simplificada podemos definir o termo ética como o ramo da filosofia que se preocupa com o que é moralmente bom ou mau, certo ou errado, justo ou injusto. Podemos também dizer que ética e filosofia da moral são dois conceitos sinónimos. A ética é uma disciplina que sempre fez parte da reflexão filosófica e tem procurado estudar a moral, o que deve ser, a qualificação do bem e do mal, a melhor forma de actuar no interior de uma colectividade de homens. Assim, a ética avalia os costumes, questiona-se sobre a sua universalidade, aceita-os ou recusa-os, elege quais são as acções sociais moralmente válidas e quais não o são.
(in JESUS, Maria Margarida Nascimento – Ética y Actividad Empresarial, Cultura y Valores Éticos en las Empresas Algarveñas. Tese de Doutoramento, Universidade de Huelva, 2001, p.11)



Moral

ETIM.:do latim mores, "costumes" e principalmente de moralis, na obra de Cícero, que traduz assim o grego érbikos, "relativo aos costumes", "moral".
Sentido comum: conjunto de regras de conduta e de valores no seio de uma sociedade ou de um grupo (ex. a "moral cristã").
Filosofia: doutrina lógica indicando os fins que o homem deve procurar atingir e os meios para o conseguir (ex.: a "moral estóica").
(in Dicionário Prático de Filosofia. Lisboa, Terramar, 1999, p.263.)



Valores

ETIM.: latim valor, de valere, "ser bom portador", e depois "valer".
Sentido comum: qualidade das coisas, das personagens, das condutas, cuja conformidade em relação a uma norma ou a sua proximidade em relação a um ideal tornam particularmente dignas de estima.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ética Para Um Jovem

Tendo lido há alguns anos o livro de Fernando Savater, "Ética Para Um Jovem", e ao ler estas mensagens sobre valores, ética,etc., achei por bem reflectir convosco alguns aspectos interessantes desta obra que todos deveriam aceder, quer sejamos pais, professores ou filhos.
A obra é um diálogo imaginado pelo autor perante um jovem a quem transmite ensinamentos sobre o que é a moral, a ética, a comunicação, a linguagem.
Num breve resumo, aquilo que me ficou e posso partilhar é uma síntese da realidade que nos rodeia e nos faz pensar. A ética é a arte de viver, é a reflexão sobre o porquê de aceitarmos como válidas as atitudes, é a capacidade de sermos humanos, é a aprendizagem cultural e o conseguirmos compreender o significado do que nos rodeia: reconhecermos o outro.
A linguagem tem um papel importante, por ser o veículo de todas as ideias e valores que sustentam o comportamento, influenciando o modo de funcionamento das relações sociais e afectivas.
Neste tipo de relacionamento humano é crucial a liberdade que nos permite escolher o que é bom, o que é mau, verdadeiro, falso... Todas as decisões transportam a carga emocional, a educação, os valores e vivências que fazem de todos nós responsáveis dos nossos actos e influentes naqueles que que connosco convivem
Finalmente, Savater conclui este diálogo falando de algo que temos esquecido, ms não vou deixar de vos transmitir:"...a hospitalidade - entendida eticamente - começa por nos preocuparmos com a boa manutenção desta "nave" interplanetária a bordo da qual viajamos pelo cosmos todos juntos... ainda que o façamos em círculo (2005, p.158)".

Isilda Lourenço Afonso

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Stonehenge - O Templo místico


Hoje, como faço todos os dias fui ver os meus emails... notícias de amigos, mais informações escolares, algumas mensagens, e ... um convite do COGITAR para ser membro. Li a mensagem duas vezes!!

Acreditem que fiquei muito feliz pelo convite e pela honra de poder participar e colaborar com duas pessoas por quem tenho imenso apreço. Uma palavra muito especial para a Isilda que, desde os primeiros dias em que nos conhecemos, me acarinhou... me tem ajudado e acompanhado nas minhas caminhadas profissionais. Não sei se mereço ser membro do cogitar mas prometo que vou tentar, sempre que possível, partilhar os meus poucos conhecimentos e as minhas reflexões. Agradeço a oportunidade.

"Stonehenge é um sítio arqueológico pré-histórico localizado nas planícies de Salisbury, Wiltshire na Inglaterra. Património da Humanidade, na relação da Unesco. A estrutura principal é formada por dois anéis de monolitos de pedra, construídos a partir de 3100 a.C., provavelmente para executar rituais religiosos. O anel externo tem cerca de 86 metros de diâmetro e o interno, 30 metros, em média. A arquitectura dos anéis tem relação com os movimentos do Sol e da Lua e alguns monolitos possuem cerca de 9 metros de altura. Stonehenge recebe cerca de 700 mil visitantes por ano."

Faço muitas leituras, ditas lúdicas, por puro prazer... gosto especialmente do género high fantasy e tudo o que tenha a ver com a lenda do Rei Artur, druidas..., desde escritoras como Marion Zimmer Bradley, passando por Juliet Marillier, entre outros.
Stonehenge é um dos símbolos dessa literatura fantástica e sendo património da Humanidade, não podia neste primeiro post, deixar de partilhar com os amigos do Cogitar, estas imagens fantásticas...

"Stonehenge fascina tanto pela sua rude beleza como pelas forças ocultas que emana"

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

3º cogito

Foi em 10 de Dezembro de 1948, que a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH) reconhecendo a igual dignidade de todos os seres humanos, estatuindo: "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos (...) sem distinção alguma, nomeadamente de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, de nascimento ou de qualquer outra situação..."
Esta regra e outros compromissos, são o corolário da reafirmação e proclamação da fé nos direitos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana. Por ela, os países membros se comprometiam a a favorecer o progresso social e a instaurar condições que a favoreçam e concretizem. Foi nessa decorrência, pela natureza do conteúdo e alcance universal que a Declaração tem servido de inspiração de muitas leis fundamentais de povos emergentes ou por via de revisões constitucionais.
Concretamente, o artigo 13º estatui: “ 1. Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado. "
Vem tudo isto a propósito da actual crise económica mundial que assola, sem excepção, todos os Estados e as suas respectivas economias, que agora sabemos débeis e numa interdependência global. Esta crise, de consequências ainda imprevisíveis e de duração indeterminada, no dizer dos estudiosos, permitiu já derrogações daqueles princípios que julgávamos sedimentados e afloramentos nefastos dos mais baixos sentimentos humanos. Vêm à lembrança os relatos e leituras sobre os nossos emigrantes dos idos anos 60 com as agruras, opressões e desconsideração humana a que foram sujeitos por essa Europa. Com o advento das democracias e depois de todo o movimento integrador europeu, acreditava-se que estariam definitivamente afastados aqueles instintos sórdidos de racismo e de xenofobia, sem escamotear, claro, pequenos focos de resistência, de cariz extremista, ou figuras como Jean-Marie Le Pen, tidos no espectro político-social como residuais e acantonados.
Porém, temos de confessar que não é bem assim, pois ainda agora nos chegam motivos de verdadeira preocupação e logo, da terra da Magna Carta e da Bill of Rights, consubstanciados em pretensos movimentos laborais, que formando piquetes à entrada dos locais de trabalho impediam o acesso a trabalhadores não naturais da Inglaterra, paradoxalmente, portugueses, espanhóis e italianos, todos pertencendo a um espaço compreeendido no acordo de schengen e à mesma Comunidade Europeia, que tem entre os seus primeiros princípios o da livre circulação de pessoas.
São, sem dúvida, manifestações de perda de identidade e razão, de um egocentrismo atroz, que menoriza um povo e que só podem causar a mais profunda e veemente reprovação e repulsa. Dirão alguns, que devido ao proclamado estado calamitoso da economia, às falências nos quatro cantos do mundo e aos despedimentos em massa que se vêm verificando, os Estados tenderão a fechar-se, reflexamente ratificando aquelas atitudes. É certo que, economicamente, começa de novo a convocar-se Keynes para justificar a intervenção do estado na economia, enquanto todos pretendem exportar mais do que o que importam, como se isso fosse possível para todos. Mas também tem sido correcto afirmar-se que os imigrantes têm sido os motores de impulso de alguns sectores de actividades estagnadas seja pela qualidade da mão-de-obra, pelos baixos salários praticados ou a simples recusa dos autóctones no desempenho dessas tarefas. E isto não pode, nem deve, ser votado ao esquecimento.
Já se ouviu também alguém lançar mão do brocardo “em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”, para justificar a incapacidade futura dos governos em susterem os movimentos xenófobos que perfilham o fechamento das suas fronteiras à imigração. Apetece dizer que é bem verdade, que trabalhamos para comer e dar de comer aos nossos e na busca dessa comida esquecemos depressa o alimento da alma e da consciência e vêm ao de cima os mais básicos e primários instintos que reconhecemos como próprios dos demais animais.

Continuam a lançar os dados.....