quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nuno Santos: “Caso é um pretexto para justificar afastamento”

O ex-director de informação da RTP Nuno Santos disse esta quinta-feira que o processo envolvendo as imagens da manifestação em frente ao Parlamento, a 14 de Novembro, foi "um pretexto para obter e, depois, justificar" a sua demissão.
 
"Não autorizei em momento algum, e quero deixar isso bem claro, o visionamento de 'brutos' sobre os incidentes de 14 de Novembro", reiterou hoje Nuno Santos à agência Lusa.
A "não saída" dos DVDs da RTP, cuja transcrição, diz Santos, fora feita sem o seu conhecimento, deveu-se à contribuição do então director de informação e do seu adjunto, Vítor Gonçalves."
 

E agora? Onde está a verdade?


1ª A PSP viu ou não as imagens não editadas? Parece que não há dúvidas na obtenção da afirmativa.
2ª Houve ou não gravação em DVD(s) das imagens? Também terá acontecido.
3ª Então, quem permitiu a entrada aos elementos da PSP?
4ª Quem os conduziu à sala onde visionaram as imagens?
5ª Quem ligou os aparelhos para verem e depois gravar?
Finalmente,
6ª Quem impediu a PSP de sair com as gravações?

Devia ser para isto que serviria o Inquérito logo aberto e depressa fechado. Se o Nuno Santos está de consciência tranquila deve limpar a sua honra e consideração pessoal e profissional, fazendo-os provar em Tribunal as acusações. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Queda de dogmas! Não, baralhar e dar de novo.

Papa diz que calendário cristão é baseado em erro de cálculo e Presépio não tinha animais. 

Ideia é defendida por Bento XVI no último livro da trilogia "Jesus de Nazaré", publicado ontem.

                
Papa diz que calendário cristão é baseado em erro de cálculo
Alessandro Bianchi/Reuters
O erro sobre o ano de nascimento de Jesus Cristo utilizado para o início do calendário cristão terá sido cometido no século VI pelo monge Dionysius Exiguus, defende o Papa Bento XVI no último livro da trilogia "Jesus de Nazaré", ontem publicado.
"O cálculo usado para o princípio do nosso calendário - baseado no nascimento de Jesus - foi efetuado por Dionysius Exiguus, que se enganou nas suas estimativas em alguns anos", refere o Papa no seu novo livro, dedicado aos primeiros anos da vida de Jesus.
A Bíblia não refere uma data específica para o seu nascimento e Dinosysius Exiguus parece ter baseado as estimativas nas referências vagas quanto à idade com que Jesus começou a pregar e ao facto de ter sido batizado durante o tempo do Imperador Tibério.

Jesus pode ter nascido entre o ano 6 e 4 a.C. 

Além da data, o Papa contesta também a existência de animais na cena bíblica do nascimento de Jesus, conforme é habitualmente reproduzida nos presépios de Natal, e reafirma a virgindade de Maria como uma verdade "inequívoca" da fé.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/papa-diz-que-calendario-cristao-e-baseado-em-erro-de-calculo=f768786#ixzz2D4jOcxO8
 
OPINIÃO DESCOMPROMETIDA
Acredito que hajam elementos históricos que permitam opinar sobre a data certa do nascimento de Cristo. Acredito que aqueles ou outros documentos históricos permitam reconstituir o lugar e ambiente do nascimento. Mas, juntar a esse estudo de investigação  e pesquisa académicos, sem dúvida de relevar e aplaudir,  um "inequívoco" acto de fé, como o é, diz o Papa,  a virgindade de Maria, é desvirtuar e desvalorizar as conclusões do estudo e trabalho publicado.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ASAE

Esta anedota é uma boa caricatura dos pequenos poderes de alguns agentes da autoridade, que vão muito para além do excesso de zelo, a coberto de uma farda.
 
Um agente da ASAE vai a uma propriedade e diz ao dono, um velho agricultor:
- "Preciso inspeccionar a sua propriedade. Há uma denúncia de plantação ilegal."

O agricultor responde:
-"Ok, inspeccione o que quiser, mas não vá àquele campo ali."
E aponta para uma determinada área.
...
O agente da ASAE diz indignado:
- "O senhor sabe que tenho o poder da autoridade comigo?" E tira do bolso um crachá mostrando ao agricultor:
- "Este crachá dá-me a autoridade de ir onde quero .... e entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta. Está claro? Fiz-me entender?"

O agricultor, muito educado, pede desculpa e volta para o que estava a fazer.

Poucos minutos depois, ouve uma gritaria e vê o agente de autoridade a correr para salvar e sua própria vida perseguido pelo Asdrúbal, o maior touro da quinta.
A cada passo o touro vai chegando mais perto do agente, que parece que será apanhado antes de conseguir alcançar um lugar seguro.
O agente está apavorado.

O agricultor larga as ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças de seus pulmões:
- "O Crachá, mostre-lhe o CRACHÁ!"

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

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Chamem-me o que quiserem, por Henrique Monteiro
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Este texto é um exercício de lógica sobre a moral na política
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Todo o esforço - tem-se afirmado - é feito em nome da diminuição da dívida e do salutar e moral desejo de pagar a quem o Estado deve dinheiro. Mas, vejamos se é assim.
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Os reformados e pensionistas (que descontaram efetivamente) são, também eles, credores do país. Na verdade, fizeram um contrato segundo o qual, a um desconto por mês ao longo da vida de trabalho, corresponderia uma determinada reforma. Essa reforma foi sendo degradada ao ano após ano, e por fim diminuída, em nome da necessidade de... se pagar as dívidas.
 
Mas qual é a diferença moral entre a dívida aos mercados e a dívida aos reformados? Nenhuma (e a haver seria a favor dos mais desprotegidos)! A única diferença está no poder de quem as cobra. O Estado já recebeu o dinheiro dos atuais reformados e sabe que deles não receberá mais, salvo o que recupera por via dos impostos. Mas ainda conta com o dinheiro dos mercados para poder voltar a financiar-se.
 
E por aqui se vê que a moral, na política, é coisa que dificilmente existe. Em boa verdade, nunca existiu e é por isso que discursos excessivamente moralistas, ou acabam em ditaduras ou autênticas em palhaçadas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A INSUSTENTABILIDADE
                           SEGURANÇA SOCIAL /CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES

A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, imediatamente ao 25 de Abril de 1974, através de nacionalização.

As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas/patrões (23,75%) e dos seus Empregados (11%).

O Estado nunca lá pôs 1 centavo.


 
De seguida, o Estado passou a gerir, como sabe, todo aquele dinheiro, começando a distribui-lo conforme os interesses eleitorais.

- Pelas Associações dos amigos;

- Por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos, quase sempre antes de atingirem os 50 anos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores).
 
- Criando e distribuindo Subsídios para tudo e para todos, de que ressalta, no 1º Governo de Guterres (1995/99) o conhecido Rendimento Mínimo Garantido, hoje  RSI.

Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades.
 
1. Em 1998, uma Comissão da qual faziam parte, entre outros, os Profs. Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, publicaram o "Livro Branco da Segurança Social". Uma das suas conclusões, é a de que o Estado já devia à Segurança Social, 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões!!

2. Foi (e ainda será) intenção do governo baixar a TSU dos patrões, retirando desse modo proventos à S.S.
 
3. A partir de 2005, o Estado passou a admitir Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE.

Porém, o Estado, enquanto Entidade Patronal não contribui como qualquer Empresa Privada/patrão com o desconto 23,75% para a SS,

Em conclusão, se quanto à S.S. as contribuições são cada menores e o Estado parece pretender isso mesmo - como vimos com a recente tentativa de mexer na TSU - isso só poderá levá-la à impossibilidade de continuar a pagar as pensões. O mesmo sucederá rapidamente com a CGA, pois se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite descontam para a Segurança Social, de onde virá o dinheiro para pagar as aposentações futuras, se só sai e nada entra?
Anónimo (adaptado)
Haverá algum exagero, talvez, mas se não se arrepiar caminho...


Interessante explicação acerca de moral e ética