quinta-feira, 31 de março de 2011

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"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade."
Confúcio

domingo, 27 de março de 2011

Ajustar a hora legal

Hoje dormimos menos uma hora.

Foi ajustada a hora à luminosidade do sol. O objectivo é poupar energia.

Já Benjamin Franklin, séc. XVIII, diplomata, cientista e inventor norte-americano, publicou um artigo, num jornal francês, em que sugeria que se a França adiantasse uma hora no Verão, Paris pouparia anualmente 32 mil toneladas de cera de vela.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Aos representantes seguem-se os mandantes

A democracia, geneticamente, não é arrogante. É mesmo a sua antítese, em contraponto com o autoritarismo das ditaduras. Por isso, o estranho é ter sido possível convivermos tanto tempo em “contranatura”, permitindo-se a sobranceria do srº Sócrates. Não falo sequer de competência e seriedade, qualidades ou falta delas susceptíveis de serem dirimidas noutras sedes.
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Mas, agora, o senhor primeiro-ministro à arrogância inicial, veio-lhe adicionar a traição e a deslealdade, não sendo pois de estranhar o desfecho. Se antes, para aprovação do orçamento e das várias medidas de austeridade anteriores, negociou previamente com o PSD, deu conta prévia ao Presidente da Republica, procurou o apoio do PS, submeteu a aprovação do Parlamento.

Desta vez:
- Não deu cavaco à Assembleia da República (nada lhe tendo submetido para apreciação);

- Não deu cavaco ao PSD (atraiçoando o namoro sustentado na viabilização do Orçamento, o PEC1, PEC2, PEC3);

- Não deu cavaco ao PS que o sustenta (sendo desleal com a família política e amigos);

- Não deu cavaco ao próprio Cavaco, Presidente da República (atraiçoando as Instituições que jurou observar).

Não é pois de estranhar o desfecho, que muitos dizem ter sido procurado.

Claro, que todos receamos o futuro, que é por essência, desconhecido, mas por o ser, não nos deve constranger a escapar do pântano, onde a cada passo mais nos sentíamos afundar. [Os eufemísticamente designados de PEC(s), um atrás do outro. (O último C, é mesmo a inicial de crescimento!)]

Aos representantes, os deputados, seguem-se os mandantes, o povo.

Enfim, brincando: -Sócrates não PEC mais.

domingo, 20 de março de 2011

A invariabilidade do método

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.
in Le Diable Rouge, de Antoine Rault

domingo, 13 de março de 2011

Geração XPTO

E a nova geração saiu à rua.

"O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos ou dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons".
Martin Luther King

Vicente Jorge Silva, referiu-se aos jovens como "a geração rasca" num editorial no Público, em 1994. Argumentava que os jovens eram irresponsáveis, indisciplinados e individualistas, e não tinham convicções, nem valores, nem princípios, nem sonhos para lutar.
Trata-se de uma visão saudosista e estáctica de quem viu já fugir-lhe a juventude.
Seja como for, os jovens de então íam conseguindo os seus empregos e iniciar os seus percursos.


Porém, os jovens de hoje, especialmente neste contexto de crise económica, não obstante o aumento da escolaridade, têm mais dificuldade em obter emprego e, os que o conseguem, é sempre sob a forma precária e mal remunerada. Daí o epíteto de geração "à rasca".
 
No fundo, tudo não passa de adjectivações que os eternos conflitos geracionais sempre alimentaram. Mas o sonho, esse, ficará eternamente jovem. Ninguém lho pode tirar.

"Pai - Na tua idade, já tinha um ideal!

Filho - E, então, vendeste-o a quem?”
Le Nouvel Observateur

sexta-feira, 11 de março de 2011

Melhor era difícil

Três equipas em competição, três jogos e três vitórias.

sábado, 5 de março de 2011

enganados


Khadafi enganou meio mundo. Coitados!

1. O eng. Sócrates, montou-lhe tenda nos jardins do Forte de S. Julião da Barra, em Lisboa. Foi sua vista assídua. Juraram mútuos amores. Era a diplomacia dos petrodólares.
Agora, derreado pelos compromissos internacionais, Portugal vai presidir ao Comité de Sanções à Libia, no seio do Conselho de Segurança, das Nações Unidas. Disse o nosso nóbel ministro dos estrangeiros: "Houve um grande consenso no Conselho de Segurança e aceitámos de imediato".

Mas não foram só os políticos que se renderam aos petrodólares.

2.  Mariah Carey, por uma actuação em 2008, recebeu um milhão de dólares. Agora,  coitada, deu-se conta que não sabia que estava a cantar para o filho de Khadafi.
Beyonce, cantou no ano seguinte. Agora, veio dizer que doou o dinheiro todo para o Haiti.
Nelly Furtado, cantou para o próprio Khadafi. Agora, veio dizer que não sabia que cantara para o grande líder da revolução líbia. 

As relações diplomáticas, as relações com o poder e com o dinheiro, foram sempre semelhantes ao longo da história: Vinga o Carpem die.
Não era preciso pois a Hipocrisia, aqui e aqui

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ficção

O edifício onde está a sede do Conselho Económico e Social (órgão institucional de consulta e concertação social e económica) vai ser vendido pelo Estado ao próprio Estado. Aquele organismo ficará a pagar uma renda mensal de 7 mil euros à Parpública, empresa criada pelo Estado e com a totalidade de capital do Estado.
Será mais uma, pois já têm sido tantas as vendas a esta empresa, a Parpública,  que já se diz que esta é
a maior proprietária de imóveis urbanos do País.

Por nós, vamos todos sonhar que ficamos mais ricos com a entrada daquela "receita" (valor inflacionado do preço) na contabilidade pública, com o intuito de ajudar a baixar o défit, fazendo de conta que tudo vai de vento em popa.

O pior, é que o exemplo tem frutificado também nas Câmaras Municipais, por esse país fora - a de Lamego incluída - com a criação de empresas municipais que, como sabemos, têm servido para contornar a lei permitindo o refinanciamentos daquelas (para além do fomento do emprego! sobretudo dos amigos e dos filhos dos amigos).

Interessante explicação acerca de moral e ética